Bahia: US$ 5,2 bilhões anunciados em 2016

13/02/2017
No mesmo ano em que a crise econômica vivenciada pelo Brasil se apresentou de maneira mais aguda – agravada por instabilidade política, crise fiscal, de confiança, etc –, a Bahia ampliou em mais de dez vezes o volume de investimentos privados anunciados. Foram anunciados em 2016 US$ 5,2 bilhões, de acordo com dados da Rede Nacional de Informações sobre Investimentos (Renai), mantida pelo Ministério do Desenvolvimento.


No ano anterior, o volume foi pouco superior a US$ 467 milhões. Antes disso, o estado vinha mantendo uma média de US$ 2 bilhões por ano. Mais da metade do anunciado no ano passado – US$ 2,9 bilhões – é de projetos na área de energia renovável, com empresas como a Enel Green Powel e a EngieTractebel Energia (antiga GDF Suez). Mas tem novidades em outras áreas, como o projeto de US$ 1 bilhão da Agribrasil, para produzir leite no Oeste da Bahia, ou o de US$ 200 milhões da CPX, para produzir cimento em Lajedinho – tudo noticiado em primeira mão nesta coluna.


Além de projetos de expansão no Extremo Sul da Bahia, na área de papel e celulose. O superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, diz que a crise explica a discrepância entre os dois anos. “Muita gente ficou esperando a situação melhorar em 2015, mas percebeu que no mercado não dá para ficar parado”, diz ele. E na área de energia, explica Guimarães, parte das informações foram passadas no fim de 2015 e acabaram entrando como 2016. Uma ponderação importante é que nem todo investimento que se anuncia é concretizado.


Podia ser melhor

O desempenho da Bahia na área atração de investimentos em energia renovável poderia ser bem melhor, principalmente em relação à matriz solar, acredita o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, não fossem alguns entraves. Um deles: diversos produtos usados para a geração fotovoltaica recebem taxação maior quando fabricados no Brasil, do que os importados, diz ele.


O problema seria resolvido colocando-se os produtos no Programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de semicondutores (Padis), que reduziria em torno de 30% o custo dos materiais, estima. “O governo federal está com medo de perder uma receita que nem tem, porque do jeito que está as empresas não se instalam”, lamenta. Uma que está de malas prontas para a Bahia, mas aguarda definição é a Global. São R$ 250 milhões em investimentos previstos.

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