Entrega de selos viabiliza o acesso de produtos a novos mercados

01/12/2017
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) realizou, nesta quarta-feira (29), a entrega de 20 selos da agricultura familiar, sete selos quilombolas e dois indígenas. O ato ocorreu durante a VIII Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Febafes), realizada no Parque de Exposições de Salvador, em paralelo à 30ª edição da Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro). A ação é uma articulação da Secretaria Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf),em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead), para a concessão dos selos.


Também foi lançada no evento a Campanha Empreendimento Parceiro da Alimentação Saudável, que vai premiar empreendimentos da rede hoteleira, de supermercados, bares, restaurantes e empresas do ramo alimentício, que comprarem mais produtos da agricultura familiar e economia solidária durante o ano. O objetivo é fortalecer a comercialização, por meio do aumento de oportunidades de mercado.


A premiação acontecerá na edição 2018, do Bahia Rural Contemporânea. Foram lançados ainda os dois novos sabores de iogurte (umbu e licuri) da Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag) e os cortes especiais de caprinos e ovinos da Fino Sertão, cooperativa do Território Bacia do Jacuípe.


O secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, destacou que essa é uma ação institucional. “O selo é uma marca que fala muito sobre o produto e eleva a estima, animando aqueles que recebem esse reconhecimento público, e que os empresários, compradores e consumidores compreendem como um valor agregado, de origem, com identidade e cultura, além da preocupação com o meio ambiente e inclusão social”. O evento também teve a participação da secretária de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira, e do secretário de Turismo, José Alves.


Selo Indígenas do Brasil


Para o cacique Miguel Marcolino Barbalho, da Associação de Produtores e Pescadores Tumbalalá da Aldeia Missão Velha, do município de Curaçá, a entrega do selo representa um avanço para a comunidade. “Com o selo, vamos vender nossos produtos, frutas, mandioca e derivados de mandioca, direto para o mercado, sem passar por atravessadores”.


Já Antonio Almeida Reis, que representou a Associação Indígena Kiriri Santo André da Aldeia Marcação, ressaltou que o selo vai ser bom para a cultura, além de ser um incentivo para melhorar ainda mais os a produção dos derivados de mandioca. “Esse selo fortalece a comunidade indígena, principalmente serve de incentivo para os jovens”.


Selo Quilombos do Brasil


De acordo com Valdeci da Silva Santos, presidente da Associação Quilombola dos Produtores de Mandioca de Bom Jardim Monteiro (Aquibom), do município de Caém, esse selo representa muito. “Eu sou lavradora, faço beiju e sustento meus quatro filhos e está chegando um neto. Para a gente, [o selo] é uma grande satisfação, vai mudar nossas vidas, para a gente que trabalha irregular na feira, com medo. Com a chegada do selo, nós vamos trabalhar com segurança, de forma correta. Nossa vida vai melhorar".


A concessão do Selo Quilombos do Brasil foi instituída em 2010 e teve a expedição associada e articulada ao Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf), instituído em 2012. Já a concessão do Selo Indígena do Brasil foi instituída em 2014, pelo extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).


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