R$ 400 milhões serão investidos em termoelétricas na Bahia

30/10/2018


A notícia que o grupo chinês Jiangsu Communication Clean Energy Technology (CCETC) pode investir cerca de R$ 400 milhões para construir duas termoelétricas na Bahia - Camaçari Muricy II e Pecém Energia, de 143 megawatts (MW) cada -, deixou o mercado em alvoroço. Os dois projetos, que já têm protocolo assinado com o Governo do Estado, vão garantir a estabilidade do sistema industrial baiano e gerar emprego.


De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), Luiza Maia, a possibilidade da concretização dos empreendimentos através da compra pelos chineses foi recebida de forma positiva. “Primeiro, porque são mais duas unidades industriais trazendo geração de energia para o estado. Segundo, porque serão criados novos empregos. As termelétricas irão operar exatamente no Polo Industrial de Camaçari, onde nós temos a maior parte de consumo das empresas intensivas de energia”, afirma.


A outra grande notícia é que as instalações de termelétricas vão garantir a estabilidade do sistema industrial baiano, dando uma segurança maior ao sistema regional e nacional de energia. Isto porque as energias térmicas e hidráulicas são consideradas energias firmes que podem ser acionadas ou não, na medida da necessidade do sistema.

“Isto nos dá segurança e aumenta a possibilidade da expansão da geração de energias renováveis que são consideradas intermitentes, ou seja, dependem do sol e do vento para gerar energia solar e eólica. Em uma eventualidade de redução de energia dessas duas fontes, podemos acionar a energia térmica que dá robustez ao sistema”, afirma Paulo Guimarães, superintendente de Atração e Desenvolvimento de Negócios da SDE.



Energias Renováveis

Líder na geração de energia solar, a Bahia deve alcançar a mesma liderança em eólica a partir de 2019. De acordo com dados da Aneel, são 27 projetos solares, 18 em operação (446 MW), oito em construção (214 MW) e um (30 MW) que terá a construção finalizada até 2018, respeitando a data de entrega da energia a ser gerada.

O investimento total é de R$ 3,2 bilhões, com sete municípios beneficiados nos projetos, principalmente o Semiárido do estado. Os três municípios em destaque são Tabocas do Brejo Velho, com 10 projetos (273 MW), Bom Jesus da Lapa, oito projetos (219MW), e Juazeiro com cinco (121MW). Aproximadamente 13,5 mil postos de trabalho já foram gerados na construção dos 18 projetos.


São 237 projetos eólicos, um investimento de mais de R$ 20 bilhões. Destes, 185 são fruto da comercialização em leilões (mercado regulado), dos quais 94 estão em operação (2.429MW), 58 projetos em construção (1.325MW) e 33 (749MW) terão a construção finalizada até 2023.


No mercado livre, são 52 projetos dos quais oito em operação (96kW), 22 estão em construção (451MW) e 22 (400MW) com construção prevista de acordo com os contratos bilaterais. A média é de 15 empregos gerados por MW, em toda a cadeia produtiva, o equivalente a 37 mil postos de trabalho nos 102 empreendimentos em operação. A estimativa é que mais 42 mil novos empregos sejam gerados com a construção dos 150 projetos.

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