A conexão harmônica e barroca de Vivaldi é trilha sonora com cadeira cativa no repertório do grupo Bahia Cordas. E foi assim, entre olhares vidrados e fascinados do público, que a camerata da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) realizou a edição de setembro do projeto Terça Musical. O evento, gratuito, ocorre na primeira terça-feira de cada mês, às 16h30, no Museu Geológico da Bahia (MGB), no Corredor da Vitória, Salvador.
“Fiquei fascinado pelo fato da apresentação ser gratuita, pois os concertos que prestigiei em minhas viagens à Europa são pagos”, afirma o professor de artes, Denilson Souza, de 51 anos. Já para a advogada, Marcela, de 30 anos, os músicos sempre inovam e trazem oportunidades para o público conhecer e apreciar alguns compositores. Essas músicas nos fazem relaxar e meditar.
“O público pode ouvir diversos compositores, mas tem um que não pode faltar: Antônio Vivaldi, compositor italiano, com músicas do estilo barroco. Tem também uma música autoral, chamada ‘Poliana’, que é uma valsa, um arranjo chamado ‘Coxa de Retalho’, no qual fazemos questão de chamar o público para cantar junto. E também, faço outros arranjos para os grupos que compõem a OSBA”, destaca o compositor Rogério Fernandes, 54 anos, integrante do grupo.
O Bahia Cordas é composto por Marcos Antonio, na Viola, Maurício Kowalski, no Violoncelo, Orley Francisco, no Contrabaixo, Raul Bermudez e Uibitu Smetak, nos Violinos. O projeto Terça Musical é promovido pela OSBA em parceria com o MGB, que pertence á Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). O evento foi criado com o propósito de facilitar o acesso e apreciação musical, além de difundir a música erudita e popular, contribuindo para a formação cultural dos baianos.
“Adquirir conhecimento e consumir cultura através da música é muito importante, pois à musicalização engloba aspectos importantes com propósitos e sensações diversas”, explica Heli de Almeida Sampaio, coordenador do Museu Geológico.