O polo calçadista da Bahia, que já contabiliza mais de uma centena de plantas industriais de calçados e componentes em diversos municípios do estado, ganha hoje mais uma importante unidade, com a inauguração, em Jequié, de uma moderna fábrica de adesivos do Grupo Amazonas.
A nova planta industrial – um investimento de R$ 2,5 milhões – agregará valor para toda a cadeia produtiva, já que disponibilizará soluções tecnológicas em adesivagem que atenderão a diversos segmentos que demandam serviços de montagem, especialmente calçados, móveis e embalagens, oferecendo excelência e qualidade em componentes para colagens.
Cerca de 130 postos de trabalho estão sendo gerados inicialmente pela nova unidade do Grupo Amazonas instalada no Distrito Industrial de Jequié, que este ano completa 10 anos na Bahia e conta com incentivos fiscais do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Sicm).
Prioridade - Segundo o chefe de gabinete da Sicm, Antonio Matias, a nova fábrica vai impulsionar positivamente todo o negócio calçadista baiano, uma vez que a Amazonas é fornecedora de componentes para todo o setor, não só na Bahia como no Nordeste.
Outro dado positivo para o estado é que a nova fábrica de adesivos compra parte de sua matéria-prima do Polo Industrial de Camaçari, dinamizando a economia regional.
"O Grupo Amazonas elegeu a Bahia como prioritária em seus planos de expansão, tanto que já reservou uma área na unidade de Jequié para erguer um novo galpão industrial com 5 mil metros quadrados para ampliar a fábrica de adesivos já em 2011", informou a assessora de comunicação da empresa, Ana Krauss.
Para o diretor comercial do Grupo Amazonas, Denílson Farias, depois de um momento econômico difícil, a inauguração de um novo complexo na Bahia neste momento mostra que a empresa está seguindo pelo caminho certo.
"Estamos extremamente satisfeitos em poder dividir essa alegria com um estado tão importante, que nos acolhe há tantos anos", comentou.
Setor emprega aproximadamente 30 mil trabalhadores
Espalhado por diversos municípios do interior, como Feira de Santana, Alagoinhas, Cruz das Almas, Itabuna, Vitória da Conquista, Ilhéus e Itapetinga, o polo calçadista baiano como um todo emprega cerca de 30 mil trabalhadores, com uma produção anual de dezenas de milhões de pares de calçados, além de acessórios como bolsas, cintos, carteiras e pastas.
Para o setor, a previsão é de aumento do número de plantas industriais no estado, com mais 10 fábricas de calçados e de componentes em processo de implantação e 21 novos protocolos de intenção assinados. Estes empreendimentos resultarão em mais 16 mil empregos diretos.
Dentre as empresas existentes no estado, destacam-se a Azaléia, Ramarim, Calçados Bibi, Calçados Malu, Calçados Castro Alves e Dilly Calçados.
Segundo dados recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), de janeiro a agosto de 2009, as exportações baianas do setor já somam US$ 46,4 milhões e o número de pares exportados já chega a 4,5 milhões no acumulado do ano.