Ferrovia vai desenvolver interior

18/02/2011

Adriano Villela




A construção da Ferrovia da Integração Oeste-Leste – em fase de estruturação dos canteiros – vai florescer na Bahia uma economia de serviços com potencial no desenvolvimento do estado igual ao da própria ferrovia em si. A avaliação é da secretária da Casa Civil no estado, Eva Maria dal Chiavon. Itens como aquisição de insumos, transportes, alimentação e principalmente mão de obra para a construção da ferrovia contribuirão para a dinamização da economia do estado.






Em entrevista à Tribuna, a auxiliar do governador Jaques Wagner explicou que o estado baiano trabalha em conjunto com a Valec – empresa federal responsável pelo projeto – e as empreiterias responsáveis pela engenharia civil, resolvendo de forma articulada assuntos relativos a desapropriação, qualificação e inserção profissional, cadeias produtivas e logísticas; autorizações ambientais e desenvolvimento regional.


“A expectativa é que a Ferrovia promova a dinamização das economias locais e de todo o estado, alavancando novos empreendimentos e, consequentemente, gerando empregos e elevando a arrecadação fiscal. A ferrovia ampliará a competitividade dos produtos baianos e a infraestrutura gerada em torno dela catalisará a atração de novos investidores para a Bahia”, afirmou a secretária.


Atuação do estado - Segundo a Valec, a construção da Fiol vai gerar 9.850 empregos diretos, cerca de 29.500 indiretos. “O governador Jaques Wagner está empenhado, desde o início, na sua construção porque sabe que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste será mais uma locomotiva a puxar o novo ciclo de desenvolvimento da Bahia, do Nordeste e do Brasil, gerando emprego e renda, desconcentrando os investimentos e fazendo a economia funcionar para a melhoria da vida da nossa população”, afirmou a secretária.


A atuação do governo do estado articula as secretarias Casa Civil; Planejamento; Indústria, Comércio e Mineração; Indústria Naval e Portuária; Infraestrutura; Meio Ambiente; Educação; Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. É este grupo executivo, coordenado pela Casa Civil, que trata pendências como questões ambientais. As secretarias de Educação e Trabalho vão responder pela capacitação da mão de obra para a Fiol e áreas onde a demanda estiver aquecida.



“Na atual matriz nacional de transporte, de cada dez toneladas transportadas, seis rodam por caminhão. Num país de dimensões continentais como o Brasil, a preferência pela via rodoviária não é a melhor opção: enquanto um caminhão transporta, em média, 35 toneladas, apenas um vagão pode transportar 130 toneladas; além disso, o transporte ferroviário apresenta, para distâncias superiores a 600 km, custo de frete 50% inferior ao transporte rodoviário”, ponderou Eva Chiavon


Atração para o interior


A obra chega num momento em que a indústria se desenvolve mais fora da Região Metropolitana de Salvador. Levantamento da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM) aponta que, em 2010, 53% dos empreendimentos atraídos pelo governo baiano se instalaram no interior, respondendo por 70% do emprego gerado.

Na Bahia, a Oeste-Leste interligará Ilhéus – onde também será erguido um porto, na Ponta da Tulha – a São Desidério, no Oeste.


Os dois locais são alvo de um programa de fomento à interiorização liderado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia. Somente no ano passado, foram implantadas seis indústrias no Oeste, totalizando investimento de R$ 75 milhões. .


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