Adriano Villela
A construção da Ferrovia da Integração Oeste-Leste – em fase de estruturação dos canteiros – vai florescer na Bahia uma economia de serviços com potencial no desenvolvimento do estado igual ao da própria ferrovia em si. A avaliação é da secretária da Casa Civil no estado, Eva Maria dal Chiavon. Itens como aquisição de insumos, transportes, alimentação e principalmente mão de obra para a construção da ferrovia contribuirão para a dinamização da economia do estado.
A atuação do governo do estado articula as secretarias Casa Civil; Planejamento; Indústria, Comércio e Mineração; Indústria Naval e Portuária; Infraestrutura; Meio Ambiente; Educação; Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. É este grupo executivo, coordenado pela Casa Civil, que trata pendências como questões ambientais. As secretarias de Educação e Trabalho vão responder pela capacitação da mão de obra para a Fiol e áreas onde a demanda estiver aquecida.
“Na atual matriz nacional de transporte, de cada dez toneladas transportadas, seis rodam por caminhão. Num país de dimensões continentais como o Brasil, a preferência pela via rodoviária não é a melhor opção: enquanto um caminhão transporta, em média, 35 toneladas, apenas um vagão pode transportar 130 toneladas; além disso, o transporte ferroviário apresenta, para distâncias superiores a 600 km, custo de frete 50% inferior ao transporte rodoviário”, ponderou Eva Chiavon
Atração para o interior
A obra chega num momento em que a indústria se desenvolve mais fora da Região Metropolitana de Salvador. Levantamento da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM) aponta que, em 2010, 53% dos empreendimentos atraídos pelo governo baiano se instalaram no interior, respondendo por 70% do emprego gerado.
Na Bahia, a Oeste-Leste interligará Ilhéus – onde também será erguido um porto, na Ponta da Tulha – a São Desidério, no Oeste.
Os dois locais são alvo de um programa de fomento à interiorização liderado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia. Somente no ano passado, foram implantadas seis indústrias no Oeste, totalizando investimento de R$ 75 milhões. .