Basf vai investir até R$ 1,5 Bilhão em polo acrílico na Bahia

14/03/2011

O anúncio oficial esta previsto apenas para o último trimestre deste ano, mas ontem à tarde(11/03), a diretoria da Basf definiu com o governo baiano os termos da instalação de um complexo acrílico no Polo Industrial de Camaçari. Com uma previsão de investimentos entre R$ 1 bilhão e R$ 1.5 bilhão, o projeto é considerado um importante passo para consolidar a produção de bens finais na indústria petroquímica baiana. O início das obras está previsto para 2012 e a operação para 2014, com a geração de 200 empregos diretos.

Inicialmente estão previstas uma planta para a produção anual de 16o mil toneladas de ácido acrílico, uma planta para a produção de acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP), cujas capacidades de produção ainda não estão definidas, de acordo com a direção da Basf. Os produtos são matérias primas para a produção de fraudas descartáveis, resinas acrílicas para tintas, adesivos e produtos têxteis, além de detergentes em pó. no trata minerarão.

O complexo da Basf, que terá à disposição uma área de até 20 milhões de metros quadrados em Camaçari, será o primeiro da América do Sul a produzir ácido acrílico e SAP. A previsão é de que a produção atenda à demanda do mercado interno.

"Este projeto vem sendo estudado há algum tempo, mas antes o mercado interno não justificava", disse o vice-presidente da Basf na América do Sul para Química, Plásticos e Produtos de Performance, Michel Mertens, ontem em entrevista exclusiva a A TARDE. Segundo ele, Camaçari é o único local sendo estudado pela empresa. "Em teoria, poderíamos transportar a matéria prima daqui para outro local, mas. tudo indica que a solução mais segura é produzir aqui", avaliou Mertens.

A estimativa da Secretaria de Indústria Comércio e Mineração (SICM) é que os investimentos e o número de empregos gerados pelo complexo acrílico será bem mais maior que os esperados para o projeto da Basf. Faz alguns meses que emissários da secretaria responsável pela atracão de investimentos nocomo insuetos. "Temos negociações com três produtores nacionais de fraudas e absorventes higiênicos", diz o chefe de gabinete da SICM, Paulo Guimarães. Os nomes, segundo ele, precisam ser mantidos em sigilo durante a fase de negociações.

Propeno

Se hoje o anúncio oficial' da planta está próximo, antes houve uma árdua negociação, que teve como principal fator a oferta de um produto desconhecido para a imensa maioria da população. O propeno que a Braskem produz em Camaçari fez toda a diferença. A empresa baiana fez um acordo com a Basf para garantir o fornecimento do material que atualmente, é destinado ao mercado externo. "Para nós este é um acordo importante porque agrega valor e cria oportunidades para o consumo adicional de petroquímicos básicos e resinas. Hoje parte da produção de propeno é exportada", diz o vice-presidente de petroquímicos básicos da Braskem, Manoel Carnaúba.

Além da presidência da raskem, Carnaúba preside o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic).o E nesta condição, ele não conseguiu esconder o sorriso ao falar sobre a possibilidade de consolidação do polo acrílico. "A consolidação da terceira geração petroquímica é uma coisa que buscamos faz tempo", conta Carnaúba, neste caso, falando como o presidente do Cofic.




Elekeiroz também negocia implantação de unidade




A Basf não é a única interessada na implantação do polo acrílico em Camaçari. Empresa da holding Itaúsa, a Elekeiroz, permanece no páreo. No início deste ano, a empresa assinou um protocolo de intenções com a Secretaria de Indústria Comércio e Mineração (SICM) para a implantação de uma planta estimada em R$ 1 bilhão. Além disso, de acordo com informações da Braskem, a Elekeiroz estaria no mesmo patamar de negociações que a Basf para garantir o fornecimento de propeno, matéria prima para o polo acrílico.

De acordo com analistas do mercado petroquímico, dificilmente haveria espaço para a implantação de dois complexos em Camaçari. A disponibilidade de propeno seria apenas um dos desafios a ser superados. Outro possível problema seria a competição por preços entre dois complexos vizinhos.

"Existe realmente a perspectiva de implantação da Elekeiroz ", reconhece o chefe de gabinete da SICM, Paulo Guimarães. Entretanto, ele prefere deixar para as empresas a questão da implantação de um ou dois complexos.


Tags
destaque 2