Peças de comunicação visual que são feitas a partir da transformação do acrílico. Esses foram os produtos que o empresário Carlos Santos ofertou para o novo projeto da Bahia Mineração (Bamin), mineradora que vai funcionar em Caetité, a 757 km de Salvador. Para Santos, a oportunidade de negociar diretamente com representantes de uma das maiores empresas do Estado, foi bastante proveitosa. “É um chance única de eles saberem que nós existimos e não irem buscar esses produtos em empresas de outras regiões do país”, destaca. Carlos é proprietário da Acriplanos Acrílico, que atua há 21 anos no bairro do Cabula, em Salvador, transformando o acrílico em peças, acessórios, e até móveis.
Ele foi um dos 85 representantes de pequenas empresas baianas que conheceram os critérios de seleção e contratação da Bamin, convidada para o primeiro Café Empresarial de 2011. O evento aconteceu na manhã desta terça-feira (19), no Fiesta Convention Center, no Itaigara, e é uma ação do Programa de Qualificação de Fornecedores (PQF). O objetivo do PQF é aumentar o número e a qualidade dos negócios realizados entre empresas baianas fornecedoras de bens e serviços industriais, e grandes empresas compradoras (empresas-âncora), por meio de um processo de avaliação e capacitação.
O gerente geral de Suprimentos da Bamin, Mauro Ribeiro, falou sobre alguns dos critérios de contratação da organização para o projeto Pedra de Ferro. A mineradora será implantada, com início de atividades previsto para 2013, com o intuito de produzir aproximadamente 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. “Nós iniciamos buscando um conceito local de produtos e serviços. Mas não basta encontrar. Tem que ter preço satisfatório, qualidade e responsabilidade social e ambiental”, afirmou. De acordo com Ribeiro, o Café Empresarial é uma oportunidade para os empresários conhecerem as empresas-âncoras e já vislumbrarem possíveis negócios, dentro das exigências de cada organização.
Também presente ao evento, Madalena Seixas, do Sebrae, destacou a importância da capacitação dos empresários. “Os projetos de qualificação têm a finalidade de estreitar essa relação entre grandes e pequenas empresas, já que essa aproximação é vital para o desenvolvimento do mercado”, exaltou. O superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Armando Alberto Neto, também valorizou a relevância das capacitações. “Se uma pequena empresa está apta para atender à Bamin, pode se relacionar com qualquer grande indústria”, apontou. E destacou outro benefício do encontro. “É fundamental que se criem vínculos entre os próprios empresários também”.
O PQF é uma realização do IEL e Sebrae, desde 2005, e promove ações para melhoria da competitividade de micro e pequenas empresas fornecedoras do Estado. O Sebrae dá suporte no aprimoramento gerencial do negócio, realizando ações de integração como o Encontro de Fornecedores e Rodadas de Negócio, além de capacitações e consultorias gerenciais. O Café Empresarial teve ainda a participação do gerente geral da agência de Guanambi do Banco do Nordeste (BNB), Jonas Sala; e do gerente geral do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (Cieb), Evandro Mazo.
Mineradora vai contratar serviços de micro e pequenas empresas baianas
25/04/2011