Alessandra Nascimento
“Trata-se de um projeto com grande potencial de integração da cadeia produtiva local, desde a primeira geração, através do suprimento de matéria prima (propeno) pela Braskem, passando pela segunda geração, com desdobramentos importantes também na Terceira Geração uma vez que possibilita a fabricação de produtos finais com maior valor agregado”, esclarece.
O governo além de nos ouvir, buscou soluções como a concessão dos sistemas e no campo federal o governo estadual foi um importante interlocutor para a inclusão das vias federais no PAC”, diz. Estão previstos para os próximos cinco anos, segundo o Cofic, investimentos da ordem de US$ 4,3 bilhões no Polo de Camaçari.
Pereira reforça que a questão da segurança também tem sido foco de atenção do Polo. “O governo implantou a Companhia Independente de Policiamento Especializado, o que tem sido muito bom para o policiamento na região não apenas para os que trabalham no polo, como aqueles que vivem no entorno”, explica.
Competitivo - O superintendente do Cofic lembrou da questão envolvendo matérias primas e a matriz energética. Na visão dele, para ser mais competitivo, o polo precisa encontrar matérias primas e energia a preços mais competitivos. “Precisamos de gás em quantidade e com bons preços. A energia elétrica também chama atenção.
Os apagões geram transtornos financeiros para o cidadão comum e também para a indústria acarretando grandes perdas. Precisamos ter mais segurança no Sistema de Operador Nacional. O custo da energia no Brasil está caro e precisa seguir o referencial internacional”, menciona.
Organização espacial do Pólo via plano diretor. “Trata-se de um planejamento das áreas industriais ocupadas e isso tem que ser focado para as próximas décadas. Aguardamos a emissão de um decreto por parte do governo contemplando este ponto.
Essa organização deve levar em conta que indústrias químicas e petroquímicas devem ficar agrupadas num determinado local, em outro as que forem do pólo automobilístico e o mesmo se aplicando as da área de celulose”, esclarece.
Mão de obra
Uma situação que Mauro Pereira mencionou envolve a formação da mão de obra. Ele disse que a indústria encontra imensa dificuldade em recrutar pessoal. “Precisamos focar na grade curricular e estamos focando na formação técnica. As universidades são ponto essencial nesta discussão.
A prioridade é a valorização da mão de obra local e a participação do Senai/ Cetind. Também é essencial a aproximação de empresas e universidades de tal maneira que se possa atrair inteligências via centros tecnológicos do governo e órgãos de incentivo a pesquisa para suporte”, frisa.
Ele comenta uma situação que diz respeito à expansão e ao adensamento da cadeia produtiva. “O olhar sobre o pólo precisa ser completo para que a produção tenha maior valor agregado, trazendo para isso indústrias de matérias primas e toda a cadeia produtiva complementando a produção industrial de Camaçari”, avisa.