Pais devem observar a indicação de idade para cada brinquedo

09/10/2009

Produtos não testados pelo Inmetro podem causar acidentes e colocar a vida da criança em risco



EUZENI DALTRO






Adquirir brinquedos que não sejam recomendados ou adequados para a idade da criança pode comprometer a saúde e a segurança de meninos e meninas.A idadepara cadatipo de brinquedo, assimcomo outros requisitos que devem ser levados em conta na hora da compra, é estabelecida por meiodetestes feitospororganismos reconhecidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).



Na hora de comprar o presente para o Dia das Crianças, os pais devem atentar, entre outras coisas, para a presença do selo com a marca do Inmetro, como explicaEdson Sales, diretor de regulação de mercado do Instituto Baiano de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Ibametro) – órgão delegado do Inmetro para fiscalizar produtos em situação irregular no mercado informal na Bahia.



“Oque garante a segurança de umbrinquedo éa presença do selo com a marca do Inmetro, do órgão reconhecido e o foco de certificação, que é a saúde e a segurança dos consumidores”, afirma Sales.



Segundo ele, além de indicar a faixa etária adequada, o selo assegura ainda a ausência de elementos químicos, partes pontiagudas e cortantesou qualquerelementoque cause risco às crianças, como engolir uma peça, provocar alergias ou ferimentos.



Oselo do Inmetro é obrigatório em qualquer brinquedo comercializado no Brasil e só é concedido se o produto for aprovado em todos os testes aos quais for submetido. Esses testes avaliam desde a possibilidade de riscos com o impacto até se o nível de ruído do brinquedo está dentro dos limites estabelecidos em lei.



Cuidados dos pais Marissol Góis, 39, técnica em prótese dentária, não deixa a filha Giovanna, 3, brincar com partes pequenas mesmo que o brinquedo seja para a idade da menina. “Quando o brinquedo vem com alguma peça pequena, eu escondo. Tenho uma caixa onde guardo essas coisas, quepodem colocarem risco asegurança daminha filha”, afirma a mãe.



A cabeleireira Bárbara Silva, 34, conta que sempre dispensou atenção aos brinquedos das filhas, mas, depois que sua sobrinha Bárbara, 5, se engasgou com uma peça que soltou de um brinquedo, dobrou os cuidados. Na época, Bárbara tinha 2 anos e o brinquedo era recomendado para crianças maiores de 3 anos.



Alexandre Dórea, da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), chama atenção para a perda dos diretos ao adquirir um brinquedo não testado.



“Nesse caso, não existe garantia”, explica Dórea.

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