Resultado de-pesquisa do Ministério da Agricultura contribui para estimular a exportação da carne do Estado
JOSÉ LOPES
Estudo realizado pelo Ministério da Agricultura, em novembro do ano passado, sobre a incidência da peste suína clássica no Brasil - e ainda não divulgado - constatou que, apesar do baixo índice de tecnificação das granjas de suínos na Bahia e dos problemas sanitários relacionados à suinocultura de subsistência, o rebanho baiano está livre da enfermidade. Quem antecipa o resultado, que contribui para o reconhecimento do Estado como exportador de carne suína e tranqüiliza o consumidor baiano, é o diretor de Defesa Sanitária Animal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Rui Leal.
"Temos 55 granjas tecnificadas em todo o Estado, e muitos produtores ainda pecam nos critérios de biossegurança. Mesmo assim, nosso rebanho está livre da doença, o que facilita a exportação de carne suína", comemora o diretor da Adab.
Para o presidente da Associação Baiana de Suinocultura (ABS), Marcelo Corrêa, a tecnologia agregada à produção da carne suína tem profissionalizado grande parte das granjas, que contam com baias acimentadas, equipamentos automatizados para alimentação dos animais, água potável e assistência veterinária permanente. "Hoje, o principal gargalo da cadeia é a industrialização. Por isso temos oferecido treinamentos para qualificar o corte da carne suína e a produção de embutidos", afirma.
Pequenos produtores
Segundo o dirigente, outra preocupação do setor é com a qualificação dos pequenos produtores. "O suinocultor que tem 20 porquinhas precisa entender que sua atividade é altamente rentável e contribui para sua fixação no campo", argumenta.
Sócio da granja Agrossuíno Bons Amigos Frimon, Balbino Santana investiu na produção de um DVD para divulgar os cuidados sanitários dos seus empreendimentos. "Mas é preciso haver um maior controle do abate clandestino por parte da vigilância sanitária dos municípios para não expor a população aos riscos à saúde da carne clandestina", alerta Santana.
Ele é otimista em relação ao crescimento do mercado consumidor de carne suína na Bahia. "Produzimos apenas 25% da carne suína consumida aqui. Então, existe um déficit interno grande", explica Santana.
O suinocultor Marcelo Esquivel compartilha do otimismo e confirma a demanda interna. "Produzo 240 animais por mês, na faixa de 104 kg cada um, e toda a produção fica na região de Feira de Santana", comemora.
Esquivei conta que pretende expandir o negócio nos próximos anos, mas reclama da falta de incentivos. "Não existe nenhuma linha de crédito do^overno para a suinocultura. Todos os empreendimentos ^sàç feitos com recursos dos próprios empreendedores", afirma.
Estudo revela que rebanho baiano está livre da peste suína
Publicado: 08/08/2011
Última atualização: 06/10/2026 às 09:00