Bahia apresenta oportunidades de negócio para empresários japoneses

10/08/2011

A Bahia recebe representantes das 125 maiores empresas japonesas durante a 14ª Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, que acontece pela primeira vez em um estado do Nordeste. O encontro foi aberto ontem e prossegue até hoje na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no bairro do Stiep, em Salvador.

Tradição


O Japão é o sexto maior investidor internacional no Brasil. Para o governador Jaques Wagner, a Bahia oferece um importante espaço de crescimento e aproximação entre os dois países.


"Afinal, o estado possui infraestrutura e base de exploração, como a segunda maior refinaria do país, maior polo industrial do Brasil e terceira maior reserva de gás natural. Já somos parceiros da Mitsui na área de gás e com a Bridgestone na área de fabricação de pneus, consolidando assim mais uma forma de estreitar laços econômicos", afirmou o governador.


– Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, há tradição nas relações diplomáticas com o Japão. "Temos muitos recursos naturais a oferecer e, em contrapartida, teremos a cooperação japonesa na área tecnológica e de produção."

Promover parcerias


O presidente do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, Masami Iijima, declarou que a intenção é promover parcerias em infraestrutura para ampliar os negócios bilaterais. "Como a Bahia tem crescido muito, vemos a possibilidade de fazer com que essa reunião seja uma nova era nesse momento de crise onde a economia mundial está sendo puxada pelos países emergentes."


– Executivos de empresas japonesas veem chances de melhorar as relações nipo-brasileiras depois da recuperação da economia nipônica dos prejuízos causados pelo terremoto e pelo tsunami ocorridos em março passado, estimados em mais de US$ 300 bilhões.

Empresários e executivos dos dois países estão discutindo os investimentos no Brasil, principalmente nas áreas de agricultura, exploração de petróleo, tecnologias avançadas e empreendimentos de infraestrutura.


As empresas japonesas com representantes no evento movimentam recursos superiores a US$ 1 trilhão, o que equivale quase à metade do PIB brasileiro.


Elas também foram grandes investidoras durante a implantação do Polo Petroquímico de Camaçari e tiveram participação no desenvolvimento da soja no oeste baiano.

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