Empossado o novo presidente da ACB

12/08/2011

Alessandra Nascimento




A Associação Comercial da Bahia, mais antiga entidade de classes das Américas, tem novo presidente. Marcos de Meirelles Fonseca assume a entidade para o período 2011 a 2013. A cerimônia de posse aconteceu no Salão Nobre da ACB, no Comércio. Além de autoridades e políticos, o segmento empresarial esteve presente à posse da nova gestão.



Marcos de Meirelles Fonseca elogiou o trabalho do antecessor, Eduardo Morais de Castro. “Ele foi muito importante para a ACB, desenvolvendo um trabalho de dedicação com grande contribuição para a reforma do palácio-sede e a publicação de livros que contribuem para a memória desta casa, ressaltando a sua trajetória econômica para o conhecimento da Bahia e do Brasil”, cita.


Fonseca enfatizou a historia da ACB ao longo dos seus 200 anos de existência. “Naqueles tempos, o porto de Salvador era o mais pujante das Américas e a cana- de-açúcar fortalecia a economia. A Associação Comercial tem um forte viés na tradição, já que se destacou em momentos decisivos como a Guerra do Paraguai e o apoio às classes produtivas e à sociedade civil”, reflete. Fonseca lembrou o atual momento econômico, ocasionado pelo agravamento da crise norte-americana.


“Vivemos um momento de incertezas, à beira da recessão dos EUA, com possibilidades de se alastrar pela zona do euro. Há incertezas quanto ao crescimento das empresas dos países do BRIC, que integram o grupo de potências econômicas como o Brasil, Rússia, Índia e China, que representam 20% do território global e 50% da população mundial”, avalia.


A solenidade de posse contou com a presença do vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Godinho, vice-presidente Jurídico da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, dos diretores presidente e executivo desta Tribuna, Walter Pinheiro e Marcelo Sacramento, respectivamente, dentre outras autoridades.



Marcos de Meirelles Fonseca ressaltou que a ACB não vai se afastar da luta em prol da revitalização do bairro do Comércio. “Este bairro possui uma importância muito forte para Salvador, a partir da interligação entre a capital e o recôncavo. É preciso ainda pensar em Salvador como um todo. A região metropolitana encontra imensa dificuldade em interligação. O porto de Salvador, tendência natural para o turismo, precisa ser melhor explorado e auxiliar como alavancador do turismo da cidade”, frisa.


Fonseca lembrou as discussões em torno da Copa do Mundo de 2014, em que parte dos jogos se realiza em Salvador, e pontos como a mobilidade urbana, praças esportivas, o potencial hoteleiro e a questão de serviços. “É preciso compreender o turismo como grande potencial econômico. Ele é pulverizado e está presente em diferentes segmentos da cadeia produtiva, a exemplo das baianas de acarajé, aos megacomplexos hoteleiros. Este setor tem grande importância na geração de emprego e renda”, avisa.


Ele ressalta que as atenções devem se voltar à logística. “O crescimento econômico não deve ser estrangulado por problemas presentes nas estradas, ferrovias, portos e aeroportos”, argumenta.


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