Adriano Villela
Representantes dos setores produtivas da Bahia vão pedir o apoio do governador Jaques Wagner para a volta do horário de verão na Bahia. A solicitação será feita por intermédio do Fórum Empresarial, que reúne todas as entidades de classe. Em visita à Tribuna, o novo presidente da Associação Comercial da Bahia, Marcos Meirelles, afirmou confiar na sensibilidade do governador quanto aos efeitos do horário especial à economia baiana, “vinculada mais às regiões Sul e Sudeste do que aos estados do Nordeste”.
Na visita, Meirelles foi recepcionado pelo presidente e pelo diretor de Relações Institucionais da TB, respectivamente Walter Pinheiro e Marcelo Sacramento.
No ano passado, alguns segmentos, a exemplo do trade turístico, já pediram que a Bahia volte a ter horário de verão – previsto este ano –, mas a alegação do Organizador Nacional do Sistema (ONS) é de que o retorno é pequeno. Já o presidente da ACB pondera a importância do tempo para o setor produtivo, cuja perda afeta a qualidade em todas as ações empresariais.
“Com o horário de verão, a Bahia perde 25% de sua conectividade com os estados do Sul e Sudeste e, consequentemente, com o exterior. Perde-se duas horas em conectividade com bancos, por telefone, tudo”, afirmou o dirigente da ACB. Meirelles conversou também sobre possíveis atuações conjuntas com a Associação Baiana de Imprensa (ABI), presidida por Walter Pinheiro. A Bahia foi excluída do HV em 2003, após pesquisa de opinião pública.
Há duas semanas à frente da Associação Comercial, Marcos Meirelles deixou claro que sua gestão será de continuidade das ações do antecessor Eduardo Moraes de Castro, prosseguindo também com as comemorações pelos 200 anos da entidade. “Eduardo Morais cuidou muito bem da parte física e teve a felicidade de cuidar muito bem também da parte histórica”, avaliou.
O atual dirigente pretende inovar na ampliação do leque de atuação da ACB. “A Associação Comercial da Bahia é a casa do empresário e pode ser a casa da classe produtiva”, pontuou. Segundo Marcos Meirelles, a entidade vai provocar o debate sobre a extensão do aviso prévio para até 90 dias. “O Brasil tem uma das folhas mais onerosas do mundo”, disse