Maior mina de níquel da América Latina

22/10/2009





A Bahia começa a operar, em dezembro, a maior mina de níquel descoberta na América Latina nos últimos dez anos. A mina está situada no município de Itagibá, a 8 km de Ipiaú. O projeto de exploração é da empresa Mirabela Mineração do Brasil Ltda., com apoio da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). O investimento total é de U$ 450 milhões e representará a geração de 300 a 500 empregos diretos a partir do início de produção..


A direção da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) visitou a sede da Mineração Mirabela do Brasil, em Itagibá, para observar o andamento das obras do projeto de implantação para a exploração de minério e acertar a ida do governador Jaques Wagner ao local para inaugurar a mina, prevista para o próximo mês de dezembro. Durante a tarde, os diretores da CBPM visitaram as principais instalações da Mineração Mirabela, em Itagibá. Após rápida visita às instalações gerais, o Gerente Paulo Roberto Oliva levou os diretores da CBPM para conhecerem o escritório central da empresa, onde foi exibido um filme sobre as instalações da mina e a operacionalização da produção do minério. Depois, aconteceu a visita ao local da extração bruta do minério. Na oportunidade, além da apresentação com mapas e gráficos demonstrativos, foram observados os trabalhos na mina. Na terceira etapa os diretores visitaram as instalações do moinho para o beneficiamento do minério, além de conhecerem o laboratório para o controle de qualidade do concentrado.


ECONOMIA - O presidente da CBPM, Alexandre Brust, ficou muito satisfeito com o andamento do projeto, não só pelo orgulho de ter sido um trabalho decorrente das pesquisas e prospecção desenvolvidas pela CBPM, como pelo o que ele representa para o Estado e a região. "Sou testemunha da importância desse empreendimento. Com a decadência do cacau, a mineradora veio trazer um novo alento para a economia da região", revelou Brust, durante a visita à mina. Brust esteve acompanhado pelo diretor técnico da CBPM, Rafael Avena Neto e pelo geólogo Antônio Santana, assessor técnico da diretoria. "É um investimento que fizemos a longo prazo que, agora, após as áreas pesquisadas pela CBPM terem sido licitadas e arrendadas, serão exploradas através de um contrato com a empresa Mirabela", disse Avena.



Projeto Santa Rita dará uma nova cara à região cacaueira, hoje bem debilitada


O Projeto Santa Rita está localizado no sul da Bahia no município de Itagibá, região que foi grande produtora de cacau. Esta região sofreu severamente os impactos sociais e econômicos com a grande queda da produção de cacau, agravada com a praga da vassoura de bruxa, que reduziu drasticamente as plantações de cacau no sul do Estado da Bahia.


A implantação e a posterior operação produtiva do Projeto Santa Rita nesta região contribuirá para a consolidação de bases econômicas geradas pelos benefícios da atividade mineral, incentivando a diversificação econômica como forma de manter sua independência social e financeira. Por outro lado, os benefícios virão também sob a forma de recursos significativos para os municípios de Ipiaú e Itagibá, representados pelos impostos e taxas municipais e pelo retorno da parcela do CFEM, no caso de Itagibá, possibilitando a implementação de políticas públicas direcionadas à elevação da qualidade de vida dos seus moradores.


O Projeto desenvolvido pela Mirabela já recebeu a licença de operação e deverá começar a produzir em novembro de 2009. A estimativa é que sejam produzidas 4,6 milhões toneladas de minério por ano, inicialmente, o que compreende uma produção de cerca de 150 mil toneladas de concentrado/ano, com 13% de níquel.


A metade da produção anual de concentrado será transportada por 140 km via rodovias (BR-330 e BR-101) atéo porto de Ilhéus e daíserá exportada para a Finlândia, sendo que a outra metade seráretirada na mina pela Votorantin e transportada para Fortaleza de Minas, no Estado de Minas Gerais.De acordo com Paulo Oliva, o projeto vai transformar a região, com influência nas cidades de Itagibá, Ipiaú, Ubatã, Gongogi, Jitaúna, Barra do Rocha e Ibirataia. Na conversa com os diretores da CBPM, Paulo Oliva explicou que a implantação da Mirabela em Itagibá já possibilitou o surgimento de hotéis, restaurantes, bares e o incremento nas atividades sócio-culturais da região. "Há muita gente retornando de São Paulo, pois agora existe mais oportunidade de trabalho por aqui. A mineração fixa o homem no local, porque ela tem uma rigidez locacional que não pode ser mudada", avaliou Oliva.


Durante a implantação do projeto houve um pico na contratação de 3 mil empregados. Agora, na fase de produção, a empresa prevê que serão contratadas pelo menos 250 pessoas da região. "Os serviços específicos e especializados serão preenchidos por mão-de-obra de fora. Mas têm outros que poderão ser desenvolvidos pela mão-de-obra da região", observou Paulo Oliva.


Estrutura - Com uma extensão de 2 quilômetros e uma profundidade aproximada de 500 metros, a mina tem uma vida útil inicial prevista para 20 anos. Contudo, com as novas pesquisas, ela poderá chegar a 40 anos. A implantação foi concebida com 80% de tecnologia nacional.

Tags
destaque 2