Alana Fraga
A alta produtividade de celulose da Bahia foi destacada ontem pelo presidente da Veracel e da Associação Brasileira dos Produtores de florestas Plantadas (Abraf), Antônio Sérgio Alípio, durante palestra na sede da Federação das indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no Stiep. "Enquanto a produtividade média de celulose do Brasil é de 40 m2 por hectare por ano, a da Bahia é, pelo menos, 20% superior.
A Bahia tem um ambiente florestal muito superior, tem um litoral grande que permite o escoamento dessa produção para os mercados internacionais e tecnologia e gestão empresarial para a produção da celulose", explicou Alípio, referindo-se ao cenário positivo do Estado na agroindústria.
Para Antônio Sérgio Alípio, um dos grandes desafios do Estado diz respeito aos processos de licenciamento ambiental, que necessitam, segundo ele, de "um olhar mais cuidadoso a questões que muitas vezes não dizem respeito à produção".
Além disso, o presidente da Veracel destacou a Importância da aprovação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) ecológico. Ele considera o imposto um mecanismo de aprimorar os municípios na busca pela preservação ambiental, assim como um Instrumento de desenvolvimento da qualidade de vida urbana.
"Esse instrumento trabalha nas direções da implantação de aterros sanitários ecológicos, ajudando municípios a trabalharem melhor com o lixo, que é um dos grandes problemas das cidades, e de incentivo à preservação ambiental, com educação ambiental nas escolas. Ê, de fato, um mecanismo de Incentivo do pensar ambiental nos municípios", ressaltou.
Como solução para o aquecimento global e o gás carbônico emitido no melo ambiente, Alípio defendeu o plantio de árvores como a solução mais eficiente, rápida e econômica, o que também contribui para a Indústria da celulose.
Localizada em Eunápolis, a fábrica da Veracel representou um Investimento de RS 1,2 bilhão. A unidade é controlada pela brasileira Fibria e a companhia sueco-finlandesa Stora Enso.