Com a participação da comunidade de cidades do Recôncavo, a Petrobras realizou hoje (23) à tarde, no Ginásio de Esportes Baiacão,
Na audiência, foi apresentado a dirigentes e moradores de São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Candeias e Madre de Deus a forma de funcionamento do terminal, junto com o estudo de impacto ambiental. Na audiência, a empresa ouviu também sugestões e solicitações dos moradores locais.
O terminal deverá começar a funcionar em setembro de 2013 e terá capacidade para regaseificar 14 milhões m3/dia. Quando o TRBA iniciar sua operação - juntamente com os terminais de Pecém (Ceará) e Baía de Guanabara (Rio de Janeiro) -, o Brasil terá capacidade de regaseificar 35 milhões m3/dia, volume superior aos 30 milhões m3/dia hoje importados da Bolívia.
O terminal baiano vai garantir ainda o suprimento de gás natural para a geração de energia elétrica nas usinas termelétricas, provendo assim confiabilidade ao suprimento de gás natural para todo o Brasil.
Incentivos - O governo baiano irá conceder incentivos fiscais (desoneração de impostos) para aquisição de equipamentos do terminal. “Com o TRBA teremos condições de atender o consumo na Bahia e também exportar o gás para outros estados”, disse o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.
A obra será construída na Baía de Todos os Santos, quatro quilômetros a Oeste da Ilha dos Frades e deve gerar 850 empregos diretos e 2.400 indiretos, com reflexos positivos, logo no início da sua implantação, para a economia de várias cidades do Recôncavo baiano.
O local escolhido é estratégico porque está sobre um gasoduto já existente, fator que, na opinião de James Correia, deverá facilitar a emissão de licenças. Ele se interligará com a malha de gasodutos em dois pontos: o primeiro na malha da Bahia, em Candeias, e o segundo na altura do quilômetro 910 do Gasoduto Cacimbas-Catu (Gascac), trecho do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), inaugurado em março de 2010.
Tecnologia - O TRBA será um destinado ao recebimento de navios supridores de GNL, que será estocado e regaseificado (mudança de líquido para gasoso) no navio regaseificador. A transferência será feita diretamente entre os navios por meio do sistema de atracação side-by-side (lado a lado, em inglês), onde o navio regaseificador ficará atracado a um píer tipo ilha com apenas um berço.
Esse modelo é uma tendência mundial. Já existem dois terminais de GNL operando com a configuração side-by-side: o de Baía Blanca, na Argentina, e o de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.