A conclusão e integração dos portos da região Nordeste com a malha ferroviária é fundamental para o desenvolvimento regional. Esse foi um dos destaques da Carta de Salvador, documento extraído do Seminário Desenvolvimento e Ferrovias da Região Nordeste, que aconteceu no auditório do Hotel Othon Palace, em Salvador.
O ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos declarou que para a Bahia, a relação Ferrovia Oeste Leste (FIOL) e o Porto Sul incorporam ao estado uma grande estrutura de capacidade diferenciada. “Isso vai dar condições para a importação de grãos, que tende a crescer - e será estimulado a partir da presença da FIOL integrada ao Porto Sul, um terminal moderno com capacidade para escoar a produção para o mundo”, disse. “A Bahia dá salto para a qualificação de sua estrutura de transporte, em um cenário forte e desenvolvido”.
A secretária da Casa Civil do governo baiano, Eva Chiavon, destacou que não é possível, por exemplo, falar da Ferrovia Oeste-Leste (FIOL) sem falar no Porto Sull. “O Porto é complementar a ferrovia e fará a ligação do mundo com nossas importações e eventuais exportações”, observou.
“No futuro, e é o que a presidente Dilma quer, nós não queremos ser agro-exportadores. Queremos formar uma base econômica, industrial e agro-industrial no pais. O porto é que dará a estratégia de desenvolvimento, onde a Bahia cada vez mais vai exportar e focar em commodities e produtos da nossa base industrial, que tende a crescer ao largo da ferrovia”.
Para o Governador Jaques Wagner, o Brasil está passando por um momento muito especial de desenvolvimento e não é possível conceber desenvolvimento sem logística. A relação ferrovia-porto também foi destacada pelo presidente da Federação das Indústrias da Bahia, Jose de Freitas Mascarenhas. “A melhoria dos portos e ponto fundamental, sobretudo para a concretização da integração sul-americana e inter-oceânica, que vislumbra a integração dos países da América do Sul e escoamento das produções através dos oceanos Pacífico e Atlântico", disse.