
O serviço vai funcionar de forma semelhante
aos sites de compras coletivas do varejo
Adriano Villela
Com a iniciativa, fornecedores de serviços, especialmente, de alto valor agregado podem vender para as 23 mil associadas da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e também anunciar no site da CNI.
De acordo com o coordenador do Clube Indústria, Uirá Menezes, a Bahia foi escolhida como pioneira para abrir as páginas estaduais por apoiar o projeto desde quando começou a ser planejado, em 2009, e pelo seu peso em todo Nordeste na participação no website www.clubeindustria
O estado representa 28% das empresas nordestinas filiadas à CNI; 35% das empresas que ofertam no site e 39% das indústrias que acessam o Clube Indústria Nacional.
Sobre a página baiana, Menezes estima o fechamento com mais 38 fornecedores e negocia com mais 60 interessados. “Pela experiência nacional, a gente sabe que este número vai crescer exponencialmente”, disse.
No mesmo período, registrou 76 mil visitas, 217 mil visualização de páginas e 5.465 cliques – que representam o número de vezes que algum comprador demonstrou interesse em comprar algum produto divulgado.
“(O Clube Indústria) é uma oportunidade para as empresas baianas oferecerem seus produtos nacionalmente”, destacou o superintendente de Relações Institucionais da Fieb, Emmanuel Lacerda.
A expectativa da federação é de uma participação de 5% a 10% da base da entidade no primeiro ano de funcionamento do site.
“Os sindicatos da indústria farão a diferença no poder associativista do Clube Indústria”, avalia o gerente-geral do Centro de Indústrias do Estado da Bahia (Cieb), Evandro Mazo.
Além das ofertas, o Clube Indústria baiano oferece informações da CNI e da Fieb, acompanhamento da taxa Selic e do câmbio em dólar e euro.
A Desenbahia tanto apoia na viabilização do produto online como ofertará linhas de crédito. Em coletiva, Uirá Menezes explicou que o principal desafio do site baiano será atrair o micro e pequeno empresário, correspondente a 97% da base industrial baiana.
“O micro e pequeno empresário ainda não está na web, não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro. Não temos pressa. Não vamos trazê-los da noite para o dia. É um processo que deve demorar de 1,5 a 2 anos”, acrescentou Menezes.
“Nosso objetivo não é o de fomentar a compulsão pelas compras, mas de aproximar empresas (vendedoras) e indústrias. Queremos oferecer produtos diferenciados, de alto valor agregador, em que o empresário tenha um tempo para pensar antes de efetuar a compra, acrescenta Uirá Menezes, que o define como portal de negócios e relacionamentos B2B (business to business; expressão em inglês para empresa-empresa).
Nacionalmente, o Clube Indústria traz ofertas dos grandes portais de e-comerce (comércio eletrônico), como Submarino, Americanas.com; Shop Time e Compre Fácil.
Entre junho e agosto, teve entre os descontos mais atrativos 40% anunciado na área de telefonia, 50% ofertado para consulta aos cadastros de uma empresa de consultoria e 35% garantidos para o serviço de importação/exportação.