O desenvolvimento sustentável da Baía de Todos os Santos (BTS) foi tema do seminário “Baía de Todos os Santos: hoje e sempre”, realizado ontem, na Federação das Indústrias da Bahia (FIEB).
O encontro, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, em parceria com o Rotary Club Baía de Todos os Santos e a Associação Comercial do Estado, reúne representantes do governo, empresários, ambientalistas e sociedade civil para discutir a gestão da maior baía do Atlântico Sul.
Na abertura do evento, o secretário de meio ambiente, Eugênio Spengler, destacou que a gestão da BTS exige a superação de grandes desafios:
"Precisamos criar uma estratégia que contemple, de forma razoavelmente equilibrada, as necessidades ambientais, turísticas e econômicas da Bahia, levando em consideração desde o controle de resíduos até a atividade das comunidades tradicionais, como os marisqueiros e pescadores", afirmou.
Já o secretário do Turismo, Domingos Leonelli, lembrou que todas as atividades econômicas geram impacto ambiental, mas que é preciso avaliar com precisão os danos para que "não nos tornemos vítimas do desenvolvimento econômico".
Leonelli garantiu que o governo do estado obteve 85 milhões de dólares de empréstimo, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a revitalização da Baía de Todos os Santos.
O vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB), Irundi Edelweiss, elogiou comemorou a oportunidade de se discutir um sistema de governança para a BTS, mas lembrou que é preciso "deixar a fase dos levantamentos para encontrar soluções" para os problemas enfrentados pela Baía, principalmente a poluição e o excesso de navios que navegam na área.