Mineração baiana em discussão

24/11/2009

Perspectivas e avanços da mineração na Bahia foram discutidos em uma seminário ontem, aberto pelo secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, o diretor da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral - CBPM, Alexandre Brust, e o vice-presidente da FIEB, Reinaldo Sampaio. O Seminário aconteceu no Museu Geológico da Bahia, no Corredor da Vitória, atraindo importantes nomes da área geológica da Bahia e de outros estados. O secretário James Correia culpou as administrações passadas pelas dificuldades enfrentadas no setor, que inviabilizaram novos investimentos. Contudo, ele disse que “o Estado tem feito um esforço para desatar o nó para deslanchar o setor mineral na Bahia através da infraestrutura”.


O presidente da CBPM, Alexandre Brust, destacou o trabalho da empresa para desenvolver o setor de mineração do estado, citando como exemplo o projeto da Mirabela do Brasil, em Itagibá, que teve participação fundamental da CBPM com as pesquisas ali desenvolvidas. O vice-presidente da FIEB, Reinaldo Sampaio, destacou que “a Bahia é um exemplo de potencialidade de rochas no mundo”. Para ele o seminário serviu para “fortalecer as ideias para a proliferação da atividade mineral na Bahia”


Participação da CBPM


O diretor Técnico da CBPM, Rafael Avena Neto, falou sobre o tema “Mineração Baiana - Realizações e Perspectivas”, mostrando as potencialidades e um mapeamento por região das riquezas minerais do subsolo baiano que são desenvolvidos pela empresa. Depois de Avena, foi a vez do empresário João Carlos Cavalcanti, da GME4, sobre o tema Minério de Ferro no Sudoeste Baiano - Perspectivas. Além de mostrar, através de dados, a situação privilegiada da mineração baiana, notadamente na região Sudoeste, Cavalcanti criticou as administrações passadas, especialmente o ex-governador Paulo Souto que, segundo ele, “não valorizou a área de mineração durante o seu governo”.


Polêmico, Cavalcanti elogiou os trabalhos de mapeamentos geológicos desenvolvidos pela CBPM, mas criticou a estrutura do setor na Bahia. “Falta visão empresarial e de empreendedorismo para o estado deslanchar na área de mineração”, avaliou. O empresário também falou dos projetos que a sua empresa vem desenvolvendo no oeste baiano no município de Santa Maria da Vitória, em parceria com o grupo Votorantin. Cavalcanti também alertou sobre a necessidade de implementação da Ferrovia Oeste/Leste até o Porto Sul, “que tem que ser implantados para o desenvolvimento da região”.


Mesas Redondas


Depois de Cavalcanti e Fleischfresser, falaram ainda outras autoridades da área mineral. Entre elas, Manoel Barreto (Diretor de Geologia e Recursos Minerais), que falou sobre “Projetos da Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais (CPRM) na Bahia”; Miguel Nery (Diretor Geral do DNPM), que falou sobre o “Panorama da Mineração no Brasil”; e Antônio Carlos Matias (Secretaria Estadual Extraordinária da Indústria Naval e Portuária), que discorreu sobre a “Ferrovia Oeste-Leste e Complexo Intermodal Porto Sul”.


Á tarde aconteceram duas Mesas Redondas. A primeira discutiu a situação da mineração baiana com o tema “A Produção Mineral Bruta do Estado da Bahia 2008/2009”, sendo moderador Cláudio Scliar, Secretário de Minas e Metalurgia do Ministério das Minas e Energia. A mesa teve as participações de Ana Lúcia Martins (Vice-Presidente da Yamana Gold), Manoel Valério (Diretor de Operações da Caraíba Mineração), Antônio Carlos Santana (Superintendente da Magnesita), Otto Bittencourt Neto (Diretor de Recursos Minerais da Indústria Nuclear Brasileira), Geraldo Oliveira Lopes (Diretor-Presidente da Ferbasa) e Marcelo Valério Cezário (Diretor Operacional da Cia Brasileira de Bentonita).

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