Comerciantes e usuários conheceram ontem (07.11) o projeto da nova Ceasa do Rio Vermelho e das instalações provisórias que serão oferecidas, a partir de janeiro de 2012, enquanto durarem as obras.A apresentação foi feita em uma audiência pública realizada no próprio mercado.
O encontro reuniu os permissionários dos 157 boxes que atuam no local, o secretário da Indústria, Comércio e Mineração do Estado, James Correia, o presidente da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), Reub Celestino, o deputado federal Nelson Pelegrino e a vereadora Vânia Galvão.
Dos atuais permissionários do mercado, também conhecido de Ceasinha do Rio Vermelho, 95% não terão nenhuma perda com a reforma, já que um dos critérios definidos para a futura transição foi de três boxes ou 50 m2, além da aprovação por parte dos órgãos competentes, casos de Sucom e Vigilância Sanitária.
Os 5% que não estão enquadrados neste critério serão negociados, caso a caso, pelo Departamento Jurídico da Ebal. "São os casos de sub-locadores, de depósitos e câmaras frigoríficas ”, explica o secretário James Correia.
Jorge Silva da Cruz, que trabalha há 32 anos na Ceasinha e hoje é o dono de uma loja de embalagens e um restaurante, considera muito importante a reforma.
“Nós recebemos este panfleto informativo, mostrando que seria para o bem de todos, melhorando e modificando para que possamos atender melhor ao nosso público. Sou totalmente a favor, desde que tenhamos uma garantia de que estaremos aqui”, diz Cruz.
Adilma de Almeida Souza também é comerciante, mas quando vai à Ceasa do Rio Vermelho, é na condição de consumidora.
“Eu acho que vai melhorar para o comerciante, para a clientela e gerar empregos. Acredito que será bom. Os boxes são pequenos e o mercado precisa de uma reforma geral, não resta dúvida”.
O projeto de requalificação do mercado prevê investimentos de R$ 24 milhões e a implantação de 125 boxes, 45 lojas e 12 restaurantes.
Segundo o secretário James Correia, as vagas de estacionamento passarão de 100 para 298, e o Mercado ganhará um sistema contra incêndios, nos moldes dos que existem em shopping centers.
“O Ministério Público já vinha cobrando esta reforma. Quando os recursos se tornaram disponíveis, a ação do Governo da Bahia foi imediata. Todos os que aqui trabalham terão condição inclusive de ganhar mais”, afirmou Correia.
O secretário disse ainda que para a reforma os pleitos dos permissionários e da associação local estão sendo avaliados.
Obras em janeiro
Reub Celestino explica que a reforma será feita em duas etapas. Na primeira, os comerciantes serão transferidos para um espaço provisório, onde é a Cesta do Povo, e em um estacionamento da Secretaria da Fazenda (Sefaz).
“Este espaço foi solicitado pelos permissionários e a planta discutida com eles. O segundo momento é a construção do novo mercado, que começa no dia 16 de janeiro de 2012, para que as festas de final de ano sejam preservadas”.
Ele disse ainda que as obras durarem aproximadamente 18 meses, de acordo com o contrato, “mas a construtora afirma que pode concluir em menos tempo”.
Uma licitação vai escolher a empresa privada que administrará o espaço.
“É para que o mercado fique sempre limpo, tranquilo e seguro como são os shoppings. Vamos resolver, com isso, o problema de 95% dos permissionários. Os outros 5% serão negociados. Vemos algumas possibilidades, mas não vamos levar para o mercado novo nenhuma inadequação, nem anomalia”, disse Celestino.