Comércio baiano registra expansão de 5,9% no mês de setembro

16/11/2011
O comércio baiano cresceu 5,9% no mês de setembro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2010.


No acumulado dos primeiros nove meses, em comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 8,7%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).


Já na comparação, com ajuste sazonal, entre o mês de setembro e agosto de 2011, a variação foi negativa em 0,19%.


Em relação aos resultados dos segmentos, no comparativo de setembro de 2010 e de 2011, dos oito ramos que compõem o indicador, seis apresentaram resultados positivos quanto ao volume de vendas e duas atividades apresentaram variações negativas: móveis e eletrodomésticos (22,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (21,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,1%); tecidos, vestuário e calçados (6,0%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%); combustíveis e lubrificantes (-4,1%); e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-18,5%).


O ramo de móveis e eletrodomésticos contabiliza crescimento de 25,8% no acumulado dos últimos 12 meses e no acumulado do ano expansão de 24,3%.





As razões para tais resultados podem ser creditadas às condições mais propícias quanto ao emprego, à manutenção do crédito em patamar elevado, à redução de preços dos eletroeletrônicos e à trajetória positiva da massa de rendimentos da população ocupada.


No acumulado dos primeiros nove meses de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010, o comércio varejista baiano apresenta um crescimento de 8,7%.


Ampliação dos prazos – Segundo o economista da SEI, André Melo, um conjunto de fatores vem sustentando os resultados favoráveis do comércio varejista.


Entre eles, a expansão do crédito para financiamentos, a ampliação dos prazos de parcelamento, a melhoria de rendimentos dos consumidores, essencialmente daqueles de menor poder aquisitivo e, principalmente, o aumento do emprego formal no estado.


"É importante destacar que, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a setembro de 2011, o segmento varejista apresentou um saldo de emprego de 8.344 postos de trabalho, o que corresponde a 79,3% do total do saldo do setor do Comércio em geral na Bahia", acrescenta André Melo.

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