Bahia sobe no ranking de produtor de café

24/11/2011

Quarto produtor nacional de café, a Bahia deve subir uma posição no ranking brasileiro em 2013, substituindo São Paulo.


Isso porque o estado paulista vem progressivamente trocando área de plantio de café pela de cana de açúcar.


A produção baiana atual, de 2,5 milhões de saca, deve passar para 3,5 milhões dentro de dois anos e a 5 milhões em 2016, adianta o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, que comemora o valor atual do produto no mercado internacional, depois de dez anos em baixa.


“Mesmo com a valorização do real, que nos oito anos do governo Lula somou 108%, a cotação atual da saca, de US$ 300, dá para chegar ao produtor.


Com esse preço é possível recuperar a lavoura”, frisa Araújo. Apesar de ser o Brasil o maior produtor e exportador mundial de café, com 48 milhões de sacas/ano, que corresponde a um terço da produção mundial, o dirigente lamenta que a indústria nacional esteja cedendo espaço para as multinacionais.


“A Bahia perdeu as fábricas de café América, Rio Branco, Cravo, e as pequenas indústrias do interior estão sofrendo para se manter no mercado, pois têm um custo mais elevado”, assinala o dirigente.


A norte-americana Sara Lee é a maior empresa de café no Brasil, controlando as marcas Pilão, Café do Ponto, Palheta, Caboclo, União, Moka, dentre outras.

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