Energia eólica atrai empresas sul-coreanas para o mercado brasileiro

30/11/2011





Crédito: Getty Images



Empresas como Samsung, Daewoo, Halla e Hyundai começam a se interessar pelo mercado eólico nacional



Natália Bezutti




A Caravana Verde, evento entre Coréia e Brasil realizado no início de novembro pelo Consulado Geral da República da Coreia, promoveu o encontro entre empresas asiáticas e órgãos governamentais brasileiros para tratar das perspectivas das energias renováveis por aqui.


OJornal da Energia apurou que, durante a reunião, diversas empresas mostraram interesse em investir no setor elétrico brasileiro.


Entre os nomes, aparecem companhias como Samsung C&T, Halla Energy & Environment do Brasil, Daewoo Corporation e Hyundai.


A Hyundai Corporation, que fabrica pás, torres e outros componentes para os aerogeradores, com plantas na Ásia e Europa, além de uma unidade em implantação nos Estados Unidos, revelou que o interesse em fornecer os equipamentos para o mercado brasileiro surgiu ainda em 2010, durante o início do boom eólico do País.


Segundo o responsável pelo departamento comercial da área de infraestrutura da companhia, Jin Chung, por enquanto, a empresa só possui estrutura comercial e ainda não conseguiu fornecer nenhum tipo de máquina para o setor eólico.


Chung revela que o primeiro passo da Hyundai para adentrar o mercado seria a importação. Depois, através de uma parceria local, o segundo passo é a montagem do equipamento no próprio País, para assim analisar o aumento da demanda e instalar a fábrica.


“Trabalhamos em cima da importação desses equipamentos. Logicamente, buscamos no futuro entrar com investimento de fábrica e atender à demanda”.


Uma unidade local entra nos planos até mesmo devido à exigência, feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na hora de fornecer financiamento a projetos.


O banco exige um nível mínimo de equipamentos locais para liberar recursos. “Estamos estudando. Enquanto não pudermos usufruir das condições de financiamento do BNDES, a gente estuda outra forma de financiar”, disse Chung.


Já a Halla Energy & Environment do Brasil - que além de atuar em seu país de origem, possui subsidiárias no Vietnã, Malásia, Índia, Arábia Saudita, Indonésia e China - começará a operar no mercado brasileiro em fevereiro de 2012, na cidade de São Paulo.


A companhia atenderá as usinas eólicas e de geração a partir do lixo, trazendo serviços de engenharia e projeto.


“O Brasil é o mercado mais promissor para a empresa, tanto que estamos em processo de abertura de nossa subsidiária no País, com alto potencial de investimentos”, afirma o diretor geral da Halla,Santiago Park.


O executivo não revela o aporte inicial, mas diz que “no momento, os esforços estão concentrados em buscar parceiros locais e agilizar a abertura da subsidiária”.



Tags
destaque 2