Após uma pequena queda no mês anterior, a expectativa do empresariado reagiu e voltou a estar acima dos 100 pontos, em outubro.
O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb), índice calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), que mede as expectativas dos sindicatos e associações representantes da economia baiana, revelou alta de 34,9 pontos percentuais (p.p.) no mês.
O indicador registrou 103,1 pontos e segue na zona de otimismo moderado.
Na análise dos resultados por setor de atividade, aAgropecuária cresceu 158,3 p.p. e marcou 333,3 pontos, se deslocando para a zona de otimismo.
Serviços e comércio apresentou crescimento de 75 p.p. e atingiu 166,7 pontos, permanecendo na zona de otimismo moderado.
Porém, indústria deteriorou ainda mais as suas expectativas, caindo 93,4 p.p. e marcando -110,8 pontos, zona de pessimismo moderado.
“A indústria é o setor que mais sofreu com a crise econômica internacional. A queda da taxa de juros ainda não melhorou a expectativa dos empresários. Geralmente, a recuperação desse setor é mais lenta que os demais”, avalia o economista da SEI, Alex Gama.
Segundo ele, “o impacto negativo na indústria é decorrente da expansão dos importados e dos estoques elevados do setor.
As oscilações da taxa de câmbio ainda colaboram com a incerteza em relação à recuperação no curto prazo.
Já os setores comércio e serviços e agropecuária apresentam expectativas positivas decorrente à sensibilidade da expansão do crédito e redução dos juros nos próximos meses”.
Tomando-se as variáveis econômicas, observa-se que o setor serviços e comércio deslocou-se em direção à zona de otimismo, enquanto agropecuária atingiu o limite positivo da zona de otimismo moderado.
Indústria, apesar de ter sofrido queda nos seus indicadores, não se deslocou de zona, mantendo-se no otimismo moderado.
Para as variáveis de desempenho das empresas, o setor agropecuária deslocou-se de zona, atingindo otimismo, enquanto serviços e comércio manteve-se na zona de otimismo moderado.
O destaque negativo novamente ficou por conta da indústria, que caiu 91,5 p.p, e manteve-se na zona de pessimismo moderado.
Estabilidade- Analisando as expectativas sobre a inflação nos próximos 12 meses, a pesquisa apura que 52% dos entrevistados acreditam que os preços tendam para a estabilidade, um percentual menor que o do mês imediatamente anterior.
O indicador para esta variável, com relação a todos os setores, esteve próximo à neutralidade, marcando 20 pontos, mas dentro da zona de otimismo moderado.
Seguindo tendência semelhante, a expectativa dos entrevistados em relação aos juros apresentou resultados positivos. O indicador, que marcou 120 pontos, encontra-se na zona de otimismo moderado.
Pesquisa aponta crescimento econômico satisfatório - Em relação às expectativas sobre o crescimento econômico estadual e nacional, os resultados foram bastante satisfatórios, conforme aponta a pesquisa.
O PIB nacional atingiu 280 pontos, enquanto o PIB estadual 291,7 pontos, ambos na zona de otimismo. Para o PIB nacional, 40% dos respondentes esperam crescimento entre 1% e 2,9% nos próximos 12 meses.
Quanto à variável vendas, o indicador atingiu resultados sólidos, marcando 100 pontos - zona de otimismo moderado.
Apesar disso, 60% dos entrevistados não esperam alterações significativas nas suas vendas. Em relação à situação financeira das empresas, os resultados não foram favoráveis, com o indicador marcando -100 pontos, zona pessimismo moderado.
Pelo menos 40% dos entrevistados esperam que nos próximos 12 meses a situação financeira das suas empresas esteja um pouco pior.
Quanto ao emprego, as expectativas estão estáveis. O indicador se manteve dentro da zona de otimismo moderado, marcando 20 pontos.
Observa-se que a tendência geral não é de contratações nem demissões, pois 56% esperam manter a quantidade atual de trabalhadores pelos próximos 12 meses.
Para as exportações, contudo, os resultados foram bons. O indicador marcou 90,9 pontos, dentro da zona otimismo moderado.