O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb) apresentou alta de 37,89%, em dezembro de 2011, com elevação da expectativa e segue a tendência ascendente dos últimos três meses.
Calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), o indicador atingiu 162,68 pontos e está situado na zona de otimismo moderado.
O crescimento do Iceb no período foi puxado pelos setores agropecuária, que apresentou expansão de 38,10%, e serviço e comércio (elevação de 39,17%). A agropecuária continua sendo o setor mais otimista, permanecendo na zona de otimismo.
Serviços e comércio está na zona do otimismo moderado e a indústria continua na zona de pessimismo moderado.
"A justificativa para o pessimismo moderado, por parte dos empresários industriais, decorre de alguns fatores identificados na pesquisa, a exemplo do crédito não atrativo para o setor, tendência de queda nas exportações, desvantagens competitivas em relação ao mercado externo e preocupação quanto ao fechamento de algumas unidades industriais", explica Alex Gama, economista da SEI.
Em dezembro, as variáveis macroeconômicas – com 26,86 pontos percentuais (p.p.) – continuaram superando as variáveis de desempenho (50,94 p.p.) das empresas. Nas variáveis de desempenho, o único setor que melhorou as expectativas foi a agropecuária, movendo-se da zona de otimismo moderado para a de otimismo.
Emprego - A variável de desempenho do emprego para o conjunto de setores encontra-se na fronteira entre a zona de otimismo moderado e otimismo, sendo influenciada pelos setores da agropecuária, comércio e serviço.
De acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados acreditam que o nível do emprego permanecerá estável nos próximos 12 meses.
Com relação às exportações, o indicador apresentou resultado interessante, marcando 333,33 pontos e passa para zona de otimismo. O resultado favorável é proveniente da avaliação individual dos setores de agropecuária, comércio e serviço.
Estabilidade de preços – Quanto às expectativas inflacionárias para os próximos 12 meses, 56,5% dos entrevistados acreditam que os preços tendem para a estabilidade.
Em relação à taxa de juros, as expectativas são positivas. Apenas 4% dos entrevistados acreditam em grande aumento na taxa – 52% creem na estabilidade e 44 % acreditam na redução.