A Bahia é o maior produtor nacional de urânio, cromo, salgema, magnesita, talco e barita
Com a entrada em operação do complexo da Mirabela, passa a ser o segundo do Brasil em níquel
Terceira do mundo a céu aberto a ser descoberta nos últimos dez anos, a mina de níquel de Itagibá é a maior da América Latina e tem previsão de produzir 4,6 milhões de toneladas de minério por ano, 150.000 toneladas de níquel concentrado, podendo chegar a 208.000, o que aumentará em 30% a produção brasileira do minério.
Foram investidos US$ 450 milhões na unidade produtora que exportará metade do concentrado anual para a Finlândia, via porto de Ilhéus, e o restante atenderá às unidades da Votorantim, em Minas Gerais e Ceará, que se responsabilizará pela logística de retirada e envio do produto.
O empreendimento da Mirabela compreende mina a céu aberto com extensão de 2 km e profundidade de 500 metros, mais uma usina de concentração (britagem, moagem, flotação, espessamento e filtragem). As pesquisas geológicas foram iniciadas pela CBPM em 1988, definindo sua geologia, caracterizando as mineralizações de níquel e delineando a potencialidade econômica de seu aproveitamento, com vida útil de 20 anos, porém os novos estudos projetam mais 20 anos.
James Correa, secretário de Indústria e Comércio e Mineração da Bahia, estima para 2010 uma receita bruta de vendas em R$ 640 milhões, colocando o Estado como o terceiro em recebimento de royalties, no montante de R$ 20 milhões anuais. Já Rafael Avena, diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, contabiliza R$ 60 milhões em arrecadação de ICMS, e para o CFEM, 2% vão para a União, 23% para a Bahia e 65% ficarão com o município de Itagibá.
Os resultados permitirão que a CBPM se torne autossuficiente em investimentos a partir de 2010, tendo a Mirabela contratado 400 trabalhadores e mais 1.500 indiretos nesta primeira fase. Outras empresas estão sendo atraídas para a região, transformando a economia dos municípios de Itagibá, Ipiaú, Ubatã, Gongoji, Jitaúna, Barra do Rocha e Ibirataia. Em 2008, o valor da produção mineral baiana correspondeu a 2,1% do PIB estadual, representando R$ 2,46 bilhões.