Em paralelo, a Bahiagás aplicará R$ 40 milhões num city-gate em Itabuna e numa rede de distribuição para Ilhéus Ao analisar o impacto do complexo intermodal integrado pela Ferrovia Oeste-Leste, Porto Sul e aeroporto internacional, durante a 10ª Edição do Fórum de Líderes Empresariais promovido pela Associação Comercial e
Empresarial de Itabuna, no centro de convenções do Tarik Fontes Plaza Hotel, o presidente da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), Davidson Magalhães, prevê uma grande mudança nos macrovetores do desenvolvimento regional. Os investimentos deverão chegar a R$ 8 bilhões, dos quais RS$ 4,5 para a ferrovia e os R$ 3,5 bilhões
restantes para o porto e aeroporto, gerando emprego, renda e impulsionando investimentos em diversas áreas.
Mangalhães anunciou, ainda, investimentos de R$ 60 milhões na expansão de serviços da Bahiagás no Sul da Bahia. Deste total, R$ 40 milhões serão aplicados nos próximos três anos em Itabuna, onde a prefeitura
local cedeu um terreno para a implantação duma uma city-gate, e em Ilhéus, que serão interliagadas por um gasoduto. O sistema começa a operar segundo ele em abril 2010, com o início das atividades da do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), que está sendo construído pela Petrobrás e vai aproveitar inclusive o gás natural produzido pelo Pré-Sal.
O presidente da Bahiagás ressaltou a importância do trabalho realizado pela ACI, que vem promovendo debates visando mobilizar o empresariado local para a discussão das oportunidades de investimento no complexo
intermodal, que aparece como uma alternativa de desenvolvimento e de geração de oportunidades de negócios em diversas áreas. Destacou ainda a importância da parceria da iniciativa privada e o poder público, citando como exemplo a articulação de ações com o Governo Municipal com a Bahiagás no sentido de construir uma base de distribuição em Itabuna.
O projeto da Bahiagás foi elogiado pelo prefeito Azevedo, que se mostrou interessado no apoio a todos os projetos voltados para a geração de emprego e renda e superação da crise social deflagrada em função da desarticulação do sistema produtivo cacaueiro e pelo presidente da ACI, Eduardo Fontes, que defende uma mobilização dos empresários para uma estratégia de investimentos e de ações direcionadas para o desenvolvimento regional. Os dois também se mostram atentos com relação ao impacto ambiental dos projetos do complexo intermodal e as perspectivas econômicas e sociais, dos projetos que serão deflagrados a partir de 2010, ano em que também começa a operar o Gasene.