
Crédito: Manu Dias/Secom
A implementação da tecnologia social da minifábrica de caju faz parte do programa Trabalho e Cidadania, da Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (EBDA), responsável pela qualificação técnica.
Estufa – A unidade tem capacidade operacional de produzir até oito mil quilos por mês. Durante o ano, essa quantidade pode atingir 80 mil quilos de castanhas, beneficiando 150 produtores rurais. Possui estufa para secagem das castanhas, mesa de despeliculagem, capaz de retirar a casca do produto sem atingir a amêndoa, e selecionador.
A agricultora Edivânia Maria de Jesus, 23 anos, acredita que a produção da fábrica vai agregar mais valor às castanhas da região, aumentando sua renda familiar. "Antes, tínhamos o maior trabalho para fazer todo o processo até chegar ao produto final. Com a fábrica, tudo ficou mais fácil e rápido. Acho que vamos conseguir expandir a produção e ganhar mais dinheiro."
Autonomia – De acordo com o chefe do Centro de Informação de Agricultores Familiares da EBDA, José Augusto Garcia, o órgão presta assessoria técnica nas áreas administrativa, organizacional e contábil a todos os cooperados, incentivando a autonomia e independência dos produtores, para que sejam capazes de gerir coletivamente os empreendimentos.
Fruto é fonte de renda para agricultores familiares da região nordestina
A castanha de caju é uma das principais fontes de renda dos agricultores familiares da região nordestina. O fruto é também considerado o ‘cacau do nordeste’, pois gera renda numa época onde não se tem outras opções de cultivo, devido ao período de seca. De toda a castanha produzida no estado, 95% vão para os estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Os 5% que ficam na Bahia passam por processamento artesanal para comercialização em feiras livres e praias.
Atualmente, existem oito minifábricas instaladas no norte da Bahia – 600 produtores, de 21 municípios, atuam e comercializam seus produtos a partir dessas unidades.
"A melhoria na produção da agricultura familiar e o incentivo ao cooperativismo ajudam muitas famílias, que estão abaixo da linha da pobreza, a darem a volta por cima, agregando valor ao seu produto e aumentando a renda. É por isso que o Governo do Estado não mede esforço na hora de investir na agricultura familiar. Estamos concedendo créditos, entregando equipamentos, realizando cursos e oferecendo assistência técnica, com o objetivo de dar mais condições a esses pequenos produtores", afirmou o governador Jaques Wagner.