Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
11/05/2012
A Renova Energia vai participar do leilão A-3, que será realizado em junho deste ano, com 211,2 MW de capacidade instalada, divididos em dez parques eólicos na Bahia.
O anúncio foi feito na apresentação de resultados financeiros do primeiro trimestre do ano, nesta sexta-feira, 11 de maio. De acordo com o diretor de Relações com Investidores da Renova, Pedro Pileggi, o ritmo do cronograma de obras nos parques eólicos da empresa permitiu que ela cadastrasse projetos nesse certame. "Estamos dentro do prazo com o andamento das obras e bastante confortáveis para participar do próximo leilão", comenta. A Renova prevê investimentos da ordem de R$ 1,4 bilhão de agosto até março de 2014 nos seus parques eólicos.
Quanto aos resultados do trimestre, Pileggi contou na conferência que eles seguem a meta estipulada pela empresa. A Renova Energia saiu de um prejuízo consolidado no primeiro trimestre de 2011 de R$ 1,7 milhão para um lucro líquido de 3,3 milhões, devido ao aumento das receitas. "O número operacional deveria ser parecido com o do ano passado, mas a contribuição das receitas financeiras trouxe o número para o positivo", observa.
No ano passado a Renova teve a entrada da Cemig e da Light no seu quadro de sócios, o que fez com que houvesse a implantação da governança corporativa na empresa. Segundo Pileggi, essa implantação foi feita sem problemas e a entrada dos novos sócios trouxe novas oportunidades em conjunto para as empresas. "Foram adicionados seis comitês de assessoramento ao conselho de administração e tem havido uma interação interessante na comercialização. Há uma procura constante para gerar sinergia entre as empresas", garante.
Com uma projeção de caixa de R$ 160 milhões anuais referentes ao primeiro grupo de parque eólicos, o executivo ainda acredita na importância do caixa gerado pelas PCHs da empresa, que foi de R$ 31 milhões em 2011. "Elas são um ativo importante para balancear nossos projetos em desenvolvimento. Temos um bom portfólio de PCHs, entre projetos básicos e inventários. O governo deveria ter uma atitude proativa com relação e mante a cadeia de suprimentos de várias fontes de energia", explica. Pileggi não conta com a entrada de projetos na carteira da empresa em um curto prazo. A Renova teve dois projetos de inventários de PCHs considerados inviáveis pela equipe de prospecção, Sobrado e Cachoeira.