Convênio amplia pesquisas sobre animais peçonhentos

19/06/2012

Ampliar a capacidade de tratamento nos casos de acidentes com animais peçonhentos, por meio de estudos com a toxina desses animais, é um dos objetivos do convênio assinado, na tarde de ontem, pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), no prédio da secretaria, em Salvador.


O acordo prevê a liberação de R$ 4,6 milhões, por intermédio do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec), para montar a estrutura e adquirir bens e equipamentos destinados às pesquisas que serão realizadas no Parque Tecnológico da Bahia.


Núcleo – Segundo o reitor da Uefs, José Carlos Barreto de Santana, a instituição já realiza estudos com animais peçonhentos, porém o acordo ampliará a capacidade do núcleo de pesquisa. "Nossos pesquisadores já demonstraram experiência nesta área. Agora, no Parque Tecnológico, poderemos desenvolver soluções que possam ser estendidas à população."


De acordo com a pesquisadora da universidade, Ilca Biondi, o núcleo de animais peçonhentos da universidade existe há 25 anos. "Hoje, no Nordeste, a Uefs é a única instituição credenciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para receber animais peçonhentos com a finalidade de diminuir o número de acidentes e desenvolver drogas que possam ser transformadas em remédios." Atualmente, o laboratório da Uefs recebe animais peçonhentos apreendidos pelo Ibama, além de outros com essas características levados por qualquer pessoa.


Tecnocentro – Localizado na Avenida Paralela, em Salvador, o Parque Tecnológico da Bahia foi idealizado para aliar o desenvolvimento científico e tecnológico ao setor produtivo e promover pesquisas de ponta realizadas por universidades, incubadoras e empresas de base tecnológica. Atualmente, nove empresas baianas atuam no prédio central do parque, o Tecnocentro.


Segundo o secretário Paulo Câmera, o prédio está pronto, aguardando apenas que as empresas concluam suas instalações. O parque é constituído de três grandes etapas. A primeira – o Tecnocentro – já está concluída. A segunda é o projeto executivo, que está em fase de finalização dos equipamentos dinamizadores. A terceira consiste dos lotes que serão cedidos às empresas e instituições interessadas, a exemplo da Petrobras, a qual fará um laboratório de pesquisa em campos maduros (de petróleo).

Tags
destaque 2