A balança comercial brasileira registrou superávit (exportações menos importações) de US$ 389 milhões na última semana, entre os dias 11 e 17, informou nesta segunda-feira (18) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Na parcial de junho, até o dia 17, o saldo positivo somou US$ 64 milhões. Na primeira e segunda semanas deste mês, respectivamente, a balança comercial havia registrado superávit de US$ 302 milhões e déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 627 milhões.
No acumulado de junho, as exportações somaram US$ 10,06 bilhões, ou US$ 1 bilhão por dia útil – valor um pouco abaixo da média diária de US$ 1,05 bilhão de maio. Ao mesmo tempo, as compras do exterior, que somaram US$ 9,99 bilhões na parcial deste mês, tiveram média de US$ 999 milhões por dia útil – as mais altas de 2012, comparando com meses fechados.
Parcial de 2012 - No acumulado deste ano, até 17 de junho, os dados mostram que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,33 bilhões. Isso representa uma queda de 43,2% sobre o mesmo período do ano passado (quando foi de US$ 11,14 bilhões).
Na parcial de 2012, as exportações somaram US$ 107,92 bilhões, com média diária de US$ 938 milhões, enquanto as compras do exterior totalizaram US$ 101,59 bilhões (média de US$ 883 milhões por dia útil). Contra o mesmo período de 2011, as vendas externas ficaram estáveis, e as importações avançaram 4,8%, de acordo com dados do governo federal.
Resultado de 2011 fechado - Em todo o ano de 2011, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 29,79 bilhões. Com isso, o superávit da balança comercial registrou crescimento de 47,8% em relação ao ano de 2010, quando o saldo positivo totalizou US$ 20,15 bilhões. Trata-se, também, do maior superávit da balança comercial desde 2007 (US$ 40,03 bilhões). Em 2008 e 2009, respectivamente, o saldo comercial somou US$ 24,95 bilhões e US$ 25,27 bilhões.
Perspectivas para 2012 - Para 2012, ano que está sendo marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, com a previsão de crescimento do PIB em cerca de 2,3%, e pela concorrência acirrada pelos mercados que ainda registram crescimento econômico – como é o caso do Brasil –, os economistas dos bancos acreditam que o valor do superávit da balança comercial (exportações menos importações) registrará queda, atingindo cerca de US$ 20 bilhões.
O Banco Central, porém, está um pouco mais otimista. A autoridade monetária projeta um superávit da balança comercial de US$ 21 bilhões para este ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, prevê um saldo comercial positivo de US$ 20,8 bilhões neste ano.