Indústria indica aumento da eficiência produtiva em 2012

19/06/2012


A indústria está sinalizando que aumentará a eficiência produtiva neste ano, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) entre os meses de abril e maio, divulgado nesta terça-feira (19).


Questionadas, as empresas disseram que o principal motivo para a realização de investimentos produtivos em 2012 é justamente o aumento da eficiência produtiva - citado por 35% das empresas, proporção superior aos 33% apurados no ano anterior e parecida à observada em 2009 (36%).


O segundo motivo para a realização de investimentos é o aumento da da capacidade produtiva, apontado por 30% das empresas. A expansão da capacidade produtiva foi indicada como principal motivo para a realização de investimentos produtivos em 2010 e 2011 (com 40% e 36%, respectivamente).


"O resultado, portanto, sinaliza a diminuição gradual do investimento em capital fixo [investimentos] nos dois últimos anos", disse a FGV, em nota. A fundação considera, como capiital fixo, máquinas e equipamentos, veículos, novas construções, ampliação ou melhoria de instalações.


A proporção de empresas que afirmam estar sem programa de investimentos cresceu de 16% para 19% do total entre 2011 e 2012, o maior número desde 2009 (26%). A parcela das que citaram substituição de máquinas e/ou equipamentos como principal objetivo aumentou de 15% para 16% entre 2011 e 2012.


Limitações - Entre 2011 e 2012, a percepção das empresas quanto ao ambiente para a realização de investimentos em capital fixo piorou - o percentual de empresas que afirmam encontrar algum tipo de dificuldade aumentou de 33% para 43%, o pior resultado desde 2009.


No entanto, ainda é superior ao registrado naquele ano. Nessa época, 87% das empresas disseram que encontravam entraves para a realização de investimentos.


Entre as empresas que percebem entraves à realização de investimentos, o fator mais citado é a limitação de recursos da empresa, mencionado por 46% do total; o segundo é a carga tributária elevada, apontada por 35% das empresas, seguida por incertezas acerca da demanda (34%) e custo de financiamento, indicado por 26% das empresas.


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