A Bahia entra definitivamente na rota da energia eólica brasileira. Hoje (27/06), Élbia Mello, presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), estará em Salvador para apresentar o projeto da Rede Nacional de Pesquisa em Energia Eólica. A apresentação, que está sendo feita nos principais estados onde tem atividade eólica, acontecerá no auditório da secretária da Indústria, Comércio e Mineração, no CAB, às 9h30.
O projeto tem o objetivo de estimular as instituições de pesquisa e de ensino técnico e superior a atuarem de maneira conjunta formando novos profissionais para este mercado e adaptando a tecnologia às condições nacionais. Na ocasião, a presidente vai conhecer os pesquisadores baianos que estudam o tema, suas linhas de pesquisa, laboratórios e a capacidade das instituições baianas.
A rede será um ambiente virtual onde pesquisadores da área de energia eólica poderão compartilhar seus estudos e resultados. A Bahia foi escolhida para encerrar o ciclo de discussões sobre a rede que foi apresentada em outros quatro estados, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Ceará e Pernambuco.
Bahia - A energia eólica se tornou um dos segmentos de maior desenvolvimento do Estado nos últimos anos. Inicialmente, a Bahia contava apenas com parques eólicos, os quais estão se implantando por grande parte do interior, especialmente no semiárido.
Como forma de estimular ainda mais esses projetos, o governo baiano desenvolveu uma estratégia para implantar um polo industrial de fabricação de equipamentos movidos pelos ventos. Iniciativa consolidada com a assinatura do protocolo de intenções da Aeris Energy, fabricante nacional de pás, que vai aplicar R$ 117 milhões na implantação de sua fábrica em Feira de Santana.
A empresa vai se juntar às outras quatro grandes fabricantes que escolheram a Bahia para montar suas plantas industriais. Duas delas já estão em pleno funcionamento no Polo Industrial de Camaçari: a espanhola Gamesa e a francesa Alstom, ambas fabricantes de aerogeradores, representando inversões de R$ 50 milhões, cada uma, na implantação das unidades baianas.
Mais duas fábricas estão em processo de implantação em Camaçari. Com investimentos de R$ 45 milhões, a General Eletric (GE) vai produzir nacelles (motor), enquanto a Torrebras, do grupo espanhol Windar, vai investir R$ 25 milhões na fabricação de torres.