Empresários unidos pelo Haiti

19/01/2010


“Essa questão da solidariedade num país como o nosso, a nossa sociedade precisa acumular esta cultura. A gente contribui com quem está num momento mais emergencial, mas a nossa contribuição é também um aprendizado e também cria pontes com outros parceiros que podem também em algum momento dá retorno e apoio quando mais na frente também tivermos essa necessidade”, declarou o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, que adiantou existirem vários profissionais do estado no setor, que poderão ser liberados para atuar como voluntários.


Sergio Pedreira, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, comunicou ao auditório que “a Fieb se une a toda a sociedade na mobilização dos empresários, principalmente na classe industrial, de forma que possa dá a sua contribuição para amenizar a dor desta tragédia que abalou o Haiti”. Em nome da Associação Comercial da Bahia, a mais antiga entidade de classe do Brasil, o presidente da entidade, Eduardo de Castro, lembrou que “nós temos, sob a questão ética, uma proximidade muito grande com o Haiti. Embora lá se fale francês, as condições raciais são muito próximas aqui da Bahia.


Conclamo todo o empresariado a cerrar fileira e que possamos dá uma resposta da solidariedade baiana”, declarou sob aplausos.



A corrente de solidariedade que se formou entre os empresários conquistou o apoio do prefeito João Henrique, que se pronunciou no evento enfatizando “a importância de estarmos juntos formando esta corrente pelo povo do Haiti. Esta iniciativa de Fátima Mendonça passa a ser, a partir de agora, de todos nós e de toda a Bahia”, declarou o chefe do executivo municipal, que aproveitou o evento para apelar aos artistas participação efetiva na ajuda ao país abalado durante o carnaval.


“Dos blocos e trios eles podem solicitar às pessoas que façam as suas contribuições. É um gesto importante para que todo o folião, antes de brincar o carnaval, faça o seu depósito, onde de direito, de contribuição às vítimas do Haiti”, disse.



“Quando acontecem essas coisas eu me lembro da frase de São Francisco que diz é dando que se recebe. Eu estive lá em novembro, e o povo de lá é bonito, cheio de suingue, parecido com o da Bahia, e está se acabando praticamente. A gente tem que fazer alguma coisa. Eu quero que a gente garanta uma contribuição, seja lá qual for para ajudar estas pessoas. O Carnaval deve ser solidário ao Haiti mesmo. Essa ajuda vai fazer bem para a nossa alma, ao nosso espírito”, frisou a primeira-dama.

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