A duplicação da BR-101 na Bahia e um ramal ferroviário ligando Belo Horizonte-Salvador-Recife estão no novo pacote de concessões para incentivar investimentos na infraestrutura do país, lançado ontem, em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff. O governador Jaques Wagner participou da solenidade de apresentação do Programa de Investimento em Logística: Rodovias e Ferrovias e disse que o estado foi bem contemplado.
"A BR-101 vai ser completamente duplicada, da fronteira com o Espírito Santo até Salvador. A Ferrovia (de Integração) Oeste-Leste está em construção, mas tem um trecho pensado para esta etapa de concessões, que é a construção de uma ferrovia no sentido sul-norte – Belo Horizonte, Salvador, Aracaju, Maceió e Recife. Um tronco necessário, principalmente, para o polo industrial da Bahia, em especial, o de Camaçari", comemorou o governador.
Para Wagner, na parte logística, o novo programa vai integrar o Brasil, levando em conta os vetores de desenvolvimento do Nordeste, o que foi muito aplaudido pelos governadores da região. Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, este é um programa de concessões que envolve grandes corredores, os quais se articulam com outras grandes rodovias do Brasil. "Quando falamos da ligação Salvador/Belo Horizonte e Salvador/Recife, estamos falando de integrar o país, o Nordeste brasileiro com o Sul e o Sudeste."
Recursos no valor de R$ 133 bilhões para rodovias federais e ferrovias
O programa de investimentos em logística prevê a aplicação de R$ 133 bilhões em reforma e construção de rodovias federais e ferrovias. De acordo com o ministro dos Transportes, do valor total, R$ 42,5 bilhões devem ser aplicados na duplicação de 7,5 mil quilômetros de rodovias do país. O vencedor será o consórcio que oferecer a menor tarifa de pedágio. Estão previstos também outros R$ 91 bilhões para aplicação na reforma e construção de dez mil quilômetros de ferrovias nos próximos 25 anos.
Para Dilma Rousseff, as parcerias público-privadas (PPPs) são muito atraentes. "O Brasil oferece oportunidades de investimento com estabilidade econômica e baixo risco. Reconhecemos as parcerias com o setor privado como oportunidades para a continuidade do crescimento. Estamos recuperando um modal que esteve estagnado, o modal ferroviário."