
O secretário de Indústria, Comércio e Mineração, James Correa, assinou ontem dois protocolos de intenções com as empresas Miza Motos e Arogás, em mais uma ação de atração de investimentos empresariais para a Bahia.
Estima-se a aplicação de R$ 28 milhões no estado, com a instalação das duas plantas industriais no município de São Francisco do Conde, distante cerca de 70 quilômetros da capital baiana.
A possível implantação das empresas que, juntas, vão gerar cerca de 1,5 mil empregos diretos, reflete a continuidade da política de expansão e descentralização industrial no estado.
Prova disso foram os dados divulgados recentemente pela Junta Comercial da Bahia (Juceb), que revelaram o recorde de abertura de novas empresas no ano passado, 39.469 – um aumento de 12% com relação a 2008, superando as expectativas contrárias frente à crise econômica mundial. Desse total, mais de 50% instalou-se pelo interior baiano.
"A descentralização empresarial é um dos focos da nossa administração. A chegada de empresas pelo interior leva investimentos que se unem a outros programas estaduais, como o Água para Todos, garantindo uma qualidade de vida plena à população local. Desse jeito, os moradores não precisam sair de sua terra natal para buscar empregos ou infraestrutura nos grandes centros", destacou o secretário James Correa.
Combustíveis – A Arogás, com sede no Paraná, pretende fazer da Bahia o acesso principal às regiões Norte e Nordeste do país, com a instalação da fábrica de distribuição de combustíveis em São Francisco do Conde, mediante investimento de R$ 17 milhões. A previsão é de que sejam distribuídos cerca de seis mil metros cúbicos de combustíveis.
"A rede logística da cidade, por conta da Refinaria Landulfo Alves, está sendo decisiva neste acordo. Vamos usufruir dessa instalação para abastecer, com todos os tipos de combustíveis, os postos de gasolina e indústrias da Bahia", afirmou o representante da Arogás, Paulo Henrique Assef.
Indústria produzirá motos de até 250cc para abastecer o Nordeste
No caso da Miza Motos, a fábrica brasileira será voltada para a produção de motos de 50 a 250 cilindradas, com faturamento anual previsto em R$ 240 milhões. A fim de abastecer o mercado interno da Bahia e do Nordeste – que, segundo o representante da empresa, Delano Martins, é a região que mais compra motocicletas do país – serão produzidas 60 mil motocicletas por ano, a partir de recursos iniciais calculados em R$ 11 milhões.
"A Bahia, por ser a porta de entrada da região, se torna totalmente estratégica para nossas operações, focadas nas classes C e D. Isto é, trabalhamos com o segmento de duas rodas de baixa cilindrada, adquiridas para os trabalhadores exercerem suas funções", explicou.
Martins informou, ainda, que o estado é líder na venda de consórcios de motocicletas. "Por isso, nossa intenção é transferir a matriz, localizada em São Paulo, para a Bahia."