Um elemento de sustentabilidade social. É assim que deve ser visto o empreendedorismo negro, o tema em destaque nesta terça-feira (23), no workshop ‘Empreendedorismo Negro, Desenvolvimento e Políticas Públicas’, realizado no Hotel Catussaba, no bairro Stella Maris, em Salvador. O evento busca levantar subsídios para elaboração da política estadual para incentivo e fomento ao empreendedorismo negro na Bahia.
O workshop foi promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), em parceria com a Secretaria do Planejamento (Seplan). Os dois órgãos estaduais integram um grupo de trabalho, do qual também fazem parte as secretarias da Fazenda (Sefaz), da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a de Políticas para as Mulheres (SPM), que tem como meta propor políticas públicas de empreendedorismo negro na Bahia.
“A política pública tem um papel indutor. Mas é preciso que ela nasça de um processo de diálogo entre o governo e a sociedade civil”, afirmou o secretário da Sepromi, Elias Sampaio. Ele enfatizou outras ações em implementação no âmbito do governo estadual, como a previsão de sanção, ainda este ano, do Estatuto da Igualdade Racial, que aguarda votação na Assembleia Legislativa. Outro projeto de lei que espera aprovação do Legislativo é o que regulariza as terras devolutas do Estado para áreas quilombolas.
Outras ações em andamento são a instituição de uma rede de combate ao racismo e à intolerância religiosa e a adoção de um sistema de ações afirmativas para concursos públicos no Estado, com reserva de vagas para aqueles que se declararem negros.
Acesso ao capital
O secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, pontuou alguns desafios do workshop como o de formular subsídios para políticas públicas que sejam factíveis e a inclusão racial. “É a inclusão dos trabalhadores, que acham barreiras enormes, o que exige tratamento específico, a exemplo do combate ao racismo”.
Participaram também da mesa de abertura Mário Nelson Carvalho, da Associação Nacional dos Empresários Afro-brasileiros, Samuel Vida, representando a sociedade civil, o secretário municipal da Reparação, Ailton Ferreira, e o deputado federal Luiz Alberto.