Exportações baianas cresceram 4,17% de janeiro a outubro

17/12/2012

AILTON SENA


Nem mesmo a crise, que tem causado recessão no mercado internacional, impediu a Bahia de registrar crescimento nas exportações deste ano. A balança comercial obteve saldo positivo em mais de US$ 3 bilhões no período de janeiro a outubro, quando a Bahia registrou um crescimento de 4,17% nas exportações e queda de 0,52% nas importações. Com 4,1% de participação no comércio exterior brasileiro em 2012, - maior participação desde 2009 - as vendas externas baianas têm nos mercados da China, EUA e Países Baixos os principais destinos no ano. A expectativa é que se feche o ano com um volume de exportações similar ao registrado em 2011.


Nos dez primeiros meses do ano, a Bahia totalizou mais de US$ 9,45 bilhões em exportações, o valor é 4,17% maior que o registrado em todo o ano passado. A taxa de participação das vendas baianas no comércio exterior brasileiro passou de 4,28% para 4,67%, superando a queda de 0,12% registrada de 2010 para 2011. O coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Cruz, explica que "caso não haja mais um fato inesperado, como foi a venda de uma plataforma de exploração e perfuração de petróleo, a P59, em outubro último, a receita de exportação do Estado em 2012 deverá ser em torno do apurado no ano passado, US$ 11 bilhões".


Os produtos industrializados representam 72,83% de tudo o que foi comercializado pelo Estado. No entanto, foram os produtos básicos a apresentar maior taxa de variação de 2011 para 2012 (13,74%). A razão está diretamente ligada ao comércio com a China. O país foi, no ano, o principal mercado da Bahia, responsável por 13,43% das exportações do Estado. "A China é hoje a grande demandadora mundial de produtos primários. Trata-se de um país que produz muito para a indústria, mas que não tem matéria-prima", explica Cruz.


A China se destaca, sobretudo, como grande comprador de minérios, grãos e petróleo. Entre os produtos básicos, a soja, o milho e o algodão foram os que tiveram maior aumento na participação das vendas, devido ao aumento da produção e preços favoráveis no mercado internacional.


A despeito da queda de 2,69%, os Estados Unidos mantiveram o segundo lugar entre os principais destinos dos produtos baianos, seguidos dos Países Baixos, Antilhas Holandesas e Argentina. Esse último caiu duas colocações no ranking, passando da terceira para a quinta posição, com variação negativa em 29,97%. Apesar da pouca alteração no ranking das principais rotas de exportações baianas, Arthur Cruz afirma que no ano o comércio baiano foi sustentado por países asiáticos. "Com exceção do Japão, o comércio com esses países tem sido bem mais dinâmico. Países como China, Coreia, Cingapura, Tailândia, Vietnã, Indonésia e Taiwan se destacaram com grande crescimento no período"


No ano, quatro segmentos foram responsáveis por 63,07% do total de vendas externas da Bahia: petróleo e derivados (18,42%), químicos e petroquímicos (15,87%), papel e celulose (14,70%) e soja e derivados (14,07%). Tendo sido esse último o que apresentou maior variação nas vendas (16,68%) e maior aumento de preço médio (10,71%) entre os quatro.


QUEDA NAS IMPORTAÇÕES - De janeiro a outubro, o volume das importações do Estado apresentou queda de 0,52%, acumulando US$ 6,44 bilhões. Houve queda na compra de bens intermediários (-3,07%), combustíveis e lubrificantes (-1,93%) e bens de Capital (-4,97%). "O desempenho das importações vem refletindo o ritmo lento de recuperação da atividade industrial", explica o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Cruz. A despeito da queda, a Bahia mantém a taxa de participação nas importações do comércio brasileiro em 3,49%, igual à registrada no ano anterior.

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