A terceira e mais importante etapa de requalificação da Feira de São Joaquim foi iniciada neste mês. O local, antes ocupado por boxes e bancas, atualmente cede lugar a escavadeiras, tratores, martelo, serrotes e outros equipamentos da construção civil.
Esta etapa consta de sete fases, com investimento de R$ 39 milhões. As obras começaram próximo à enseada de São Joaquim, onde os boxes que estavam em péssimas condições foram demolidos e serão substituídos por novos – os que permaneceram de pé, serão reformados.
Relocados – Mesmo com as obras em andamento, os comerciantes continuam trabalhando. A diretora de Equipamentos e Qualificação Urbanística da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Lívia Gabrielli, informou que, na primeira fase da terceira etapa, 300 feirantes foram relocados, de forma provisória, para um galpão em Água de Meninos.
Segundo ela, quando a primeira fase for concluída, em junho próximo, os comerciantes retornarão ao local. Com o galpão livre, outros feirantes serão transferidos para ter início a segunda fase e, assim, sucessivamente.
Novos espaços – Para acelerar ainda mais a obra, órgãos estaduais envolvidos com a obra, a exemplo da Conder, a Secretaria do Turismo (Setur) e a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), buscam novos espaços para instalar os feirantes. "Estamos negociando espaços para transferir os feirantes enquanto as intervenções na feira são realizadas. Com esta medida, podemos dar mais dinamismo à obra", enfatizou Lívia.
Apesar de estarem instalados num galpão com espaço físico em condições de funcionamento das atividades comerciais, os feirantes dizem que estão ansiosos para voltar a São Joaquim. "Minha expectativa é que tudo melhore, já que a feira, depois de reformada, vai ficar mais organizada", afirma a feirante Núbia Flores, 66 anos, e que há 33 possui uma banca de flores na feira.
As duas primeiras etapas da requalificação foram concluídas. A primeira consistiu do remanejamento dos vendedores para um galpão da construção de um pátio para carga e descarga de caminhões. A segunda etapa incluiu melhorias nas estruturas portuárias da enseada de São Joaquim, compreendendo dragagem, contenção, cais e atracadouro.
Referência na Cidade Baixa
A Feira de São Joaquim ocupa área aproximada de 37 mil metros quadrados, na Cidade Baixa. Referência cultural para a cidade de Salvador, foi indicada para ser registrada e inscrita no Livro dos Lugares do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Famosa pela diversidade de produtos que comercializa - desde alimentos típicos, frutas, verduras, carnes a produtos religiosos e artesanato de várias partes do Recôncavo baiano.
Intervenções
- Implantação de infraestrutura em rede (esgotamento sanitário, distribuição de água, drenagem pluvial, distribuição de energia elétrica, telefonia, sistema de prevenção e combate a incêndio e sistema de sonorização)
- Pavimentação
- Paisagismo
- Entreposto frigorífico
- Cobertura para boxes e circulações
- Construção de 923 boxes
- Reforma de 416 boxes