JULIANA BRITO
Segundo produtor de borracha, com 20% da produção brasileira, a Bahia vai dar início ao Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia (Prodebon). A iniciativa prevê a implantação de 100 mil hectares de seringueiras até 2033.
Isso pode elevar a produção anual das atuais 17,2 mil toneladas para 300 mil toneladas daqui a 20 anos. E aumentar de cerca de seis mil para 34 mil o número de empregos diretos da cultura.
O secretário-executivo da Câmara Setorial da Borracha, Ivo Cabral Junior, diz que o projeto veio para atender a uma demanda do setor.
Cerca de 70% da borracha consumida no País vem da Ásia. Isso vai melhorar a balança comercial, proporcionar renda o ano todo e pode impulsionar o desenvolvimento, acredita.
Hoje os médios e grandes produtores prevalecem na cultura. Um dos objetivos do Prodebon é aumentar a participação dos agricultores familiares, que vão consorciar a planta com cacau e banana.
Solenidade
O lançamento do programa vai ser na primeira semana de março, em Valença. Durante o evento vai acontecer a assinatura do termo de acordo de cooperação entre o governo do Estado, Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti) e a Sedir/Car; Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA); Banco do Nordeste do Brasil (BNB); Banco do Brasil (BB); Ceplac; Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-BA); Sebrae.
As indústrias de pneus Michelin, Goodyear, Pirelli, Continental e a Bridgestone vão participar da assinatura do termo. Elas são parceiras no desenvolvimento das ações de sustentação ao Prodebon.