O seminário Fiol: a Bahia Quer, o Brasil Precisa será realizado em Barreiras, no oeste baiano, no dia 26 de abril. Mas o lançamento acontece nesta segunda-feira (25.03), às 9h, na sede da União dos Municípios da Bahia, no CAB, em Salvador.
O objetivo é antecipar, para a imprensa e convidados, os entraves relacionados ao andamento das obras da Fiol -Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que liga Figueirópolis, no Tocantins, ao Porto Sul, em Ilhéus, na Bahia.
A paralisação dos serviços da ferrovia - considerada importante para o escoamento de minérios e da produção agrícola do Estado, - tem sido motivo de preocupação de prefeitos, produtores e empresários do Estado.
O seminário, segundo o presidente do Crea, Marco Amigo, visa pressionar as autoridades pelo projeto a "destravar", a obra, que traz benefícios para o Estado.
Prefeito de Luís Eduardo Magalhães e também presidente da União dos Municípios do Oeste (Umob), Humberto Santa Cruz disse que "o evento é fundamental para que se sinta a importância da ferrovia para o escoamento da safra e integração geopolítica da Bahia".
"São 47 municípios que estão diretamente ligados na linha dessa ferrovia", ressalta o deputado federal João Leão.
No total, 147 municípios serão impactados pela ferrovia, por onde será escoada também a produção de minério de ferro da Bamin, em Caetité.
Ligação - Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Ferrovia de Integração Oeste-Leste servirá de ligação dessa região com outros po-los de produção do País, por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul. Terá 1.527 km de extensão e envolverá investimentos estimados em R$ 7,43 bilhões até 2014.
A Fiol ligará Ilhéus, Caetité e Barreiras - na Bahia - a Figueirópolis, no Tocantins, formando um corredor de transporte que visa otimizar a operação do Porto Sul, em Ilhéus, abrirá, ainda, uma nova alternativa de logística para portos no norte do País atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás.