Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Secretário James Correia (esq.) e o governador Jaques Wagner dão o "de acordo" no anúncio de investimento da Tecsis
Com a ainstalação de uma fábrica de pás e acessórios para geração de energia eólica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, a Bahia amplia a sua capacidade e completa a cadeia produtiva do setor.
O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (23.04), na Governadoria, com as presenças do governador Jaques Wagner, do secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, e de diretores da fabricante Tecsis, uma das líderes mundiais na fabricação de pás.
A planta industrial terá investimentos de R$ 200 milhões e vai gerar 1,8 mil empregos diretos. Quando estiver operando com sua capacidade toral, a fábrica vai gerar cerca de 6 mil empregos diretos.
Osecretário James Correia destaca que a fábrica consolida a posição do estado como maior polo brasileiro de investimentos em energia eólica, com um significativo potencial neste ramo energético, com capacidade estimada em 14,5 GW para uma altura de 70m – 10,1% do potencial nacional.
Além da Tecsis, Alstom, Gamesa e Acciona já contam com unidades na Bahia, que em maio terá a inauguração de uma fábrica da Torrebras.
De acordo com o presidente do conselho de administração da empresa, Pércio de Souza, além de abastecer os parques eólicos do estado, a meta é atender o mercado de exportação.
Do Brasil para o mundo - Fundada em 1995, em Sorocaba (SP), a Tecsisi sempre atuou no setor eólico, se tornando fornecedora de pás para os principais fabricantes do mundo. Atualmente, a companhia se destaca pela sua atuação no segmento de pás e também na área de equipamentos para ventilação.
Estima-se que a companhia tenha produzido mais de 12 mil pás eólicas, encontradas facilmente nos mercados europeu e dos Estados Unidos.
A empresa é a principal fornecedora de pás para a General Electric (GE), além de ser fornecedora da Alston e da Gamesa, empresas que já possuem fábricas na Bahia
Apesar de ser uma empresa nacional, a Tecsis passou a produzir para o mercado brasileiro apenas recentemente e, com a expansão do uso da energia eólica no Brasil a partir dos leilões.