Expedição refaz os caminhos do Meteorito Bendegó pelo sertão da Bahia

Publicado: 05/10/2026 Última atualização: 05/10/2026 às 14:18
Expedição refaz os caminhos do Meteorito Bendegó pelo sertão da Bahia
Foto: Mário Marques


Pesquisadores brasileiros e estrangeiros percorreram uma das rotas mais marcantes da história científica do país

Na última semana, a museóloga e coordenadora Técnica do Museu Geológico da Bahia (SDE), administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, integrou comitiva formada por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, estudantes e divulgadores científicos que participaram da expedição “Nos Caminhos do Bendegó”, realizada durante o Encontro Internacional de Meteoritos e Impactitos.

A excursão percorreu os municípios de Uauá, Monte Santo e Canudos, chegando também ao povoado de Jacuricy. O objetivo foi reconstruir parte da trajetória do Meteorito Bendegó, desde a região onde foi encontrado, no ano de 1784, até o ponto em que embarcou na ferrovia com destino a Salvador e, depois, ao Rio de Janeiro.

O objetivo da atividade foi reforçar a importância da preservação do patrimônio científico e cultural ligado ao Bendegó, além de estimular iniciativas voltadas à valorização da memória da região. O Bendegó é considerado o maior meteorito brasileiro em massa recuperada. A peça tornou-se um dos maiores símbolos da meteorítica nacional.

A primeira tentativa de transportar o Bendegó ocorreu em 1785. A remoção definitiva começou em 1887, durante o Império de Dom Pedro II. Depois de meses de viagem, o Bendegó chegou a Jacuricy, onde foi colocado em um trem até Salvador. Depois foi transportada de navio para o Rio de Janeiro, chegando ao Museu Nacional em 27 de novembro de 1888 e integra o seu acervo até hoje.

O Museu Geológico da Bahia mantém em seu acervo um fragmento do Bendegó, doado pelo Museu Nacional, fortalecendo a conexão entre a instituição baiana e uma das mais importantes peças da ciência brasileira.

O Bendegó ganhou notoriedade internacional por ter resistido ao incêndio que destruiu grande parte do Museu Nacional em 2018. Sua trajetória também está ligada à passagem dos naturalistas alemães Johann Baptist von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius, que visitaram o local no século XIX e contribuíram para a divulgação científica da descoberta.

Fonte
Ascom/SDE
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