Bahia prevê crescimento de 4,4% do Produto Interno Bruto em 2014

15/05/2013


A Bahia deve crescer 4,4%, em 2014, superando a estimativa para 2013 de crescimento econômico de 2,5%. A previsão para o próximo ano foi apresentada, na tarde desta terça-feira (14.05), pelo secretário estadual do Planejamento, José Sergio Gabrielli, que fez a entrega do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2014 ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo.


De acordo com o secretário, a recuperação mais consistente do Produto Interno Bruto (PIB) baiano em 2014 resultará, especialmente, dos investimentos públicos em infraestrutura, obras de mobilidade urbana e moradias. Também é atribuída à consolidação de investimentos industriais importantes e à realização dos jogos da Copa do Mundo, que impulsionarão o setor de serviços, favorecendo a atividade econômica.


Reforço – O secretário fala de outros fatores que, segundo ele, reforçam a previsão otimista, como a efetivação das obras de infraestrutura logística – a exemplo da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul –, que, somadas aos investimentos em energia e em exploração de recursos minerais, deverão trazer significativos impactos na atividade econômica e geração de emprego e renda.


A estimativa do PIB de 2,5% em 2013, na avaliação do secretário, deve-se ao prolongamento da estiagem no território baiano e ao menor ritmo de crescimento da indústria de transformação e construção civil. Ele explica que a demanda continuará se expandindo, mesmo que em velocidade menor, puxada pela massa salarial, disponibilidade de crédito e manifestação do nível de transferência de renda.


Mais emprego – O secretário enfatizou que a economia baiana, em 2012, mostrou significativo crescimento do PIB, da ordem de 3,1%, mesmo levando em conta o prolongado período de estiagem, que atingiu boa parte do estado e o baixo avanço da economia nacional. Os protagonistas do crescimento baiano, segundo ele, foram os setores de serviços e de indústria com, respectivamente, 4,2% e 3,8%.


No mesmo período, a geração de emprego na Bahia foi positiva, com o saldo de 36.847 novos postos ocupados. Gabrielli disse que o mercado de trabalho continuou aquecido e possibilitou ganhos na renda média do trabalhador e a queda na taxa de desemprego.


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