Bahia terá investimentos da ordem de R$ 19 mi

05/03/2010

Maria rocha


Uma reunião entre os setores público e privado, ocorrida ontem no auditório da Federação das Indústrias do Estado (Fieb) discutiu o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT). Trata-se de um plano multimodal, que envolve toda a cadeia logística associada aos transportes que prevê investimentos de R$ 172,4 bilhões em todo o país até 2023.


Para os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 16,2 bilhões. Para a Bahia, especificamente, a previsão é de investimentos da ordem de R$ 19 milhões que deverão ser investidos em infraestrutura da ferrovia Oeste-Leste, melhorias nos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus além da recuperação de várias rodovias.


O objetivo do Ministério dos Transportes representado pelo secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato no encontro, foi identificar demandas e aperfeiçoar o PNLT. Cerca de R$ 10 bilhões serão destinados ao modal rodoviário em intervenções como construção, pavimentação e recuperação.


Perrupato fez uma série de reuniões começando pelo Norte do país, há dois dias esteve em Fortaleza, viajou todo o Nordeste Setentrional, ontem passou por Salvador, onde fez avaliação e revisão para o Vetor Meridional que abrange Bahia, Sergipe e Alagoas. “A Bahia tem muita sorte por ter tido vários governadores interessantes e competentes. Por conta disso, há prosperidade muito grande nos polos e indústrias”, ressaltou o secretário. O encontro hoje acontece em São Paulo e em seguida, Perrupato viaja para o Mato Grosso do Sul.


O PNLT que tem um horizonte de 2008 a 2023, foi elaborado a partir de 2006, mas sofre modificações frequentemente para adequar-se à realidade de cada estado. Para a sua criação foi necessária a colaboração de governos estaduais, setores produtivos, operadores de transporte, construtores e usuários.


“A Bahia é do tamanho da França e praticamente não tem rodovia. O PNLT é a retomada do planejamento para o estado, do ponto de vista de transporte de cargas. É com certeza, um plano que servirá de indicativo para ampliação de estradas”, disse o diretor executivo da Associação dos Usuários dos Portos, Paulo Villa .

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