Empresa alemã instala fábrica de fios em Camaçari

21/06/2013




JULIANA BRITO



A multinacional alemã Lapp Group está construindo em Camaçari a sua primeira fábrica na América do Sul, que deve começar a funcionar até o final deste ano.



A empresa, líder mundial no fornecimento de cabos, fios, acessórios e conectores industriais e tecnologias de comunicação, está investindo R$ 50 milhões no projeto. Com uma área inicial de 5.000 m2, que pode dobrar de tamanho em dois anos, e uma área administrativa de 1.100 m2, a planta deve gerar 180 empregos diretos na regiào

somente no primeiro ano.



O foco principal dos negócios da Lapp tem sido a indústria e os projetos de engenharia. Mas a marca quer conquistar o mercado brasileiro de produtos simples para a construção civil e infraestrutura.



Temos uns 400 fabricantes desses produtos no Brasil. A qualidade vai ser o nosso diferencial?, aposta o administrador da Lapp Brasil, Wolfgang Schulte.



A expectativa é que, no primeiro ano de funcionamento da fábrica, sejam processadas 600 toneladas por mês de cobre, usados na fabricação decabos flexíveis de potência e controle de baixa tensão, com faturamento de R$ 100 milhões.



A empresa já produz esse tipo de material na Europa, mas Schulte explica que a importação dos itens os tornaria pouco competitivos no mercado. Na avaliação da empresa, um dos atrativos para a instalação da fábrica em Camaçari foi a facilidade de acesso à matéria-prima.



Américas



A Lapp tem um centro de distribuição em Osasco (Regiào Metropolitana de São Paulo), onde atua há 10 anos atendendo à indústria.



Mas, assim como outras empresas que estão vindo para o Nordeste, o grupo alemão deseja aproveitar o bom momento da regiào que mais cresce no País.



Além do Brasil, a Lapp tem planos de expandir-se nas Américas do Sul e Central, para onde comercializa por meio de importadoras. A empresa já conta com um centro de engenharia no Panamá, que serve para auxiliar as importadoras no continente.



Se a fábrica conseguir o sucesso esperado, o mercado da América do Sul pode receber os produtos baianos.



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