Governo abre espaço para solar e lixo no A-3

28/06/2013

Por Maria Domingues


O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que o Governo Federal decidiu abrir espaço para a participação de projetos solares e de geração de energia elétrica a partir do lixo no próximo leilão A-3, previsto para acontecer em outubro, atendendo, assim, dois velhos pleitos do setor.


De acordo com Tolmasquim, que participou nesta quinta-feira (27/06) do Ethanol Summit, em São Paulo, os projetos ainda não devem apresentar competitividade nesta primeira participação, mas a ideia é fazer com que solar e lixo percorram caminho semelhante ao de outra fonte. "A eólica começou assim", disse.


Neste primeiro momento a ideia, segundo Tolmasquim, é fazer um levantamento dos projetos existentes e "mapear" a oferta. Para solar, poderão ser inscritos os projetos fotovoltaicos e também os heliotérmicos (radiação solar). De acordo com o presidente da EPE, a abertura dessa janela para participação deveu-se à conjuntura internacional. "O preço está caindo em todo o mundo", disse.


Esse cenário poderá fazer com que o governo reveja suas previsões para a fonte solar. O Plano Decenal de Energia (PDE) 2021 prevê que a viabilização da fonte aconteça em até dez anos. Tolmasquim acredita que essa distância poderá ser encurtada. "A viabilização dependerá das soluções encontradas pelos empreendedores", disse.


A complementaridade de fontes, aponta o presidente da EPE, é uma delas. "Na Bahia, por exemplo, existem locais onde só venta depois que o sol se põe. Nesses locais, onde já há conexão com a rede para eólica, talvez seja mais fácil viabilizar a solar", disse.


Para o lixo, por sua vez, o êxito na participação dependerá de agentes públicos. "Para ser competitivo, o lixo deverá encontrar sua fórmula junto aos estados e municípios", disse. Segundo Tolmasquim, projetos de todas as tecnologias para a produção de energia por meio de resíduos de lixo serão aceitas.

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