Turismo, comércio varejista e serviços são a bola da vez

01/07/2013

KLEYZER SEIXAS


No mapa de negócios elabora­do pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Copa do Mundo, em 2014, nove setores da eco­nomia foram destacados como os de maior oportunidade para os empreendedores brasileiros. Há cerca de quatro anos, era a construção civil quem liderava o ranking de oportunidades, com a construção e reforma de es­tádios, além de todas as obras de infraestrutura realizadas no País, mas, agora, faltando um ano para o campeonato, os se­tores de serviço, turismo e co­mércio varejista é que são a bola da vez. Juntos, somam 309


Oportunidades de negócios


A expectativa, no entanto, é que o turismo seja o mais be­neficiado no período. "E quando se fala em turismo, estamos também falando de bares, res­taurantes e pequenos hotéis", afirma a coordenadora da Re­gional Metropolitana do Sebrae Bahia, Madalena Seixas. No se­tor, as oportunidades são mui­tas para hotéis, pousadas, agên­cias de viagens e para o trabalho de guias de turismo, dentre ou­tros. No comércio varejista, mer­cados, armazéns e lojas de con­veniência estão entre os negó­cios com mais destaque.


E quando o assunto é serviço, as áreas de comunicação, mar­keting, produção audiovisual e as atividades ligadas ao trans­porte e armazenagem de carga são as mais beneficiadas. Toda a movimentação nesses negó­cios deve gerar, somente neste ano, mais de três milhões de novos postos de trabalho dire­tos e indiretos em todo o País, segundo estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas.


Experiência


Na Copa das Confederações, já foi possível perceber o aqueci­mento dos três setores. Embora o movimento de turistas estran­geiros tenha sido pequeno na Bahia (5% dos visitantes em Sal­vador), a ocupação hoteleira passou de 70% em alguns dias. No hotel Fiesta, todos os 244


apartamentos ficaram ocupa­dos, segundo o gerente Carlos Pugliese. O tempo de perma­nência desses visitantes, a maio­ria de estados como Sergipe e Pará, foi de três dias, segundo Sílvio Pessoa, presidente do Sin­dicato de Hotéis. Para 2014, a expectativa é que os turistas fi­quem por mais tempo.


"A Copa das Confederações não tem o mesmo apelo que a do Mundo, então, haverá um movimento muito mais intenso no fluxo, mas é preciso se es­pelhar no que não deu certo neste ano para acertar no pró­ximo. É importante uma agenda positiva para não repercutir ne­gativamente no evento, como aconteceu neste ano devido aos protestos", afirma Pessoa.


No restaurante A Porteira, lo­calizado nas imediações da Are­na Fonte Nova, o movimento de clientes também foi intenso nos dias das partidas realizadas em Salvador, chegando a ter um aumento de 30% de clientes na casa. Para atender à demanda no próximo ano, o restaurante será ampliado, passando de um espaço com 250 lugares, para 300, e serão contratados mais funcionários, segundo o geren­te da unidade, Airan Neto.


Quem também já percebeu que terá de reforçar o time para dar conta dos trabalhos que de­vem dobrar em 2014 é o jor­nalista Karlo Dias. Sócio de uma empresa de comunicação inte­grada, produz conteúdo infor­mativo para um site sobre as­suntos da Copa, o Portal 2014, além da produção de eventos com uma equipe de sete fun­cionários. Para o próximo ano, aumentará em 80% o número de freelancers. "Vamos nos pre­parar melhor para atender às demandas porque não soube­mos aproveitar todas. Agora, te­mos um ano inteiro para nos preparar e atuar de uma forma mais estratégica", afirma.


Dono da empresa Shalom Tu­rismo, Luiz Augusto Leão é outro que destaca o planejamento pa­ra aproveitar a passagem de vi­sitantes. O empresário oferece­rá pacotes para destinos como Itacaré, Ilhéus e Chapada Dia­mantina de acordo com o tempo de permanência e dos jogos rea­lizados em Salvador. "Apesar do movimento menor, a Copa das Confederações serve como pa­râmetro para a do Mundo, não resta dúvida", diz.

Tags
destaque 2